Fécula vegetal reduz custo do cultivo in vitro de orquídeas

Também minimiza impactos ambientais ao substituir insumos industrializados e importados extraídos de algas marinhas

PRUDENTE - DA REDAÇÃO

Data 24/02/2026
Horário 14:38
Foto: Homéro Ferreira
Laís Nogueira Watanabe: aprovada para receber o título de mestre em Agronomia 
Laís Nogueira Watanabe: aprovada para receber o título de mestre em Agronomia 

Féculas vegetais constituem alternativas eficientes, sustentáveis e economicamente viáveis para o cultivo in vitro de orquídeas, com potencial de aplicação em programas de conservação e em produção comercial.
A constatação é de pesquisa cuja dissertação foi levada à defesa pública na sexta-feira (20) junto ao Programa de Pós-graduação em Agronomia, pelo qual a Unoeste oferta em Presidente Prudente mestrado, doutorado e pós-doutorado.
A autora do estudo, a bióloga Laís Nogueira Watanabe desenvolveu a pesquisa e produziu a dissertação com a orientação do professor doutor Nelson Barbosa Machado Neto, sendo aprovada para receber o título de mestre em Agronomia.
Trabalho elogiado pelos avaliadores Dr. José Eduardo Creste, pela Unoeste onde atua como professor e pró-reitor Acadêmico; e Dra. Maria Auxiliadora Milaneze-Gutierre, da UEM (Universidade Estadual de Maringá).

Produto comercial
Além da beleza natural que mantém a orquídea em evidência no comércio de flores e do seu valor ecológico em contribuir com o equilíbrio dos ecossistemas inclusive, é um produto comercial de consumo interno e de exportação.
Féculas vegetais foram testadas como geleificantes alternativos para o cultivo in vitro de quatro espécies de orquídeas do gênero Cattleya e quatro espécies: brevicaulis, velutina, jongheana e loddigesii.
As féculas foram de mandioca, batata-doce e arroz, como substitutas do geleificante ágar, extraído de algas marinhas. Conforme o Nelson, o ágar chega a representar 5% do custo de cada planta e a fécula 0,01%.
As variáveis avaliadas foram o número de folhas, comprimento da raiz e biomassa, que no experimento indicaram que as féculas como agentes geleificantes alternativos foram capazes de sustentar o crescimento e o desenvolvimento das plântulas (embriões).

Melhores respostas
Orientanda e orientador contam que entre os tratamentos avaliados, a fécula de arroz proporcionou melhores respostas à morfologia vegetal, enquanto as féculas de mandioca e batata-doce apresentaram desempenho satisfatório.
São resultados que responderam aos objetivos específicos do estudo, que foram os de comparar o desempenho biológico e o custo-benefício dos três agentes geleificantes à base de fécula vegetal.
Com relação à perspectiva econômica e ambiental, a substituição do ágar por féculas vegetais proporcionou vantagens, por reduzir custo de produção e por minimizar impactos ambientais ao reduzir sequestro de carbono.
A conclusão apresentada na dissertação é de que as féculas vegetais avaliadas constituem alternativas eficientes, sustentáveis e economicamente viáveis para o cultivo in vitro de orquídeas. 

Com bolsa de estudo
Aprovada no mestrado, Laís já passou no processo seletivo para o doutorado, mas irá esperar o próximo com o intuito da obtenção de bolsa do estudo. O mestrado foi com bolsa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Após formada em Ciências Biológicas pela Faclepp/Unoeste (Faculdade de Artes, Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente), Laís lecionou durante três anos seguidos em três escolas da rede pública estadual em Presidente Prudente.
As aulas foram na Escola Professora Mirella Pesce Desidere, na Cohab; Escola Professora Anna Antônio, no parque Castello Branco; e Escola Professora Clotilde Veiga de Barros, no jardim Santana.
Ao trazer alunos para a Feira de Profissões da Unoeste em 2023 foi estimulada pelo professor Dr. Nelson, de quem foi estagiária durante a graduação, a participar da seleção para o mestrado e deu certo.

 

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