Gêmeos se confrontam e um abre mão do título ao outro

Ygor que foi o campeão reconhece que Yuri vem se sacrificando sempre lutando em outra categoria acima para não se entarem e fica como vice

Esportes - OSLAINE SILVA

Data 05/09/2021
Horário 11:42
Foto: Cedia
Muito iguais o pai já teve que levá-los na hora da luta, de premiação...
Muito iguais o pai já teve que levá-los na hora da luta, de premiação...

Os gêmeos Yuri Barros Moraes e Ygor Barros Moraes, de 11 anos, que pelo peso são da mesma categoria Infantil, faixas amarelas, porém já faz mais de dois anos que o Yuri sempre sobe uma categoria, para não se enfrentarem e terem chances de serem campeões, participaram na semana passada do Campeonato Estadual do Mato Grosso do Sul, pela Federação Sul Matogrossense de Jiu-jitsu onde lutaram um contra o outro e obviamente um foi campeão e outro vice.  Para completar a festa o paizão Amauri Cesar de Barros Moraes, 46 anos, faixa roxa, categoria máster também subiu ao pódio como vice-campeão. Os três são competidores da Equipe Almeida JJ, do sensei Henrique Ramos. Até ai tudo legal, muito bonito. Mas o que emocionou até os de fora foi a atitude de um dos gêmeos. Ygor que foi o campeão abriu mão do título para o irmão reconhecendo que ele vem se sacrificando sempre lutando em outra categoria acima para não se confrontarem.
“Nossa quando vi aquilo eu e minha esposa nos emocionamos muito. Anteriormente quando lutavam na mesma categoria eles já tinham feito sete finais e sempre lutavam normalmente, nunca imaginaria que isso aconteceria, pra mim os dois chegariam na final e iriam lutar. Dia 12 de setembro já tem mais [risos], mas agora cada um em uma categoria, meu coração não aguenta, essa foi a oitava final que fizeram um contra o outro”, diz o paizão todo orgulhoso dos filhos.
Conforme Amauri, não só pelo gesto do filho, mas pelo que viram de concreto ali na bem na frente deles que a formação como cidadãos responsáveis de caráter personificado no ato, os meninos estão indo no caminho certo. “Estão aprendendo os valores, se importando com o próximo. O esporte ajuda muito nisso também. Na formação do indivíduo”, acentua o pai.

 

Voltar a competir é bom!
Segundo Amauri, foi muito bom voltar a competir, pois o último campeonato foi o Mundial em dezembro de 2020. Depois ficaram parados sem treinar. 
“Agora voltamos com força total e graças a Deus está melhorando essa pandemia, os campeonatos voltando a normalidade, com protocolos de segurança. Pra quem é competidor esse ritmo de competição, de treinos mais puxados e a adrenalina faz muita falta. Foi um excelente retorno, fizemos o que treinamos, conseguimos bons resultados em um campeonato estadual onde o nível é bom, nos divertimos fazendo o que gostamos”, menciona Amauri.

 

Uma rotina de responsabilidades
Amauri conta que o período parado por conta da pandemia foi complicado, tanto no esporte quanto nos estudos. Segundo ele na escola eles ficaram pouco tempo sem ir, e logo voltaram presencial, eles não gostam do ensino remoto e graças Deus são muitos responsáveis no estudo, são excelentes alunos e notas  sempre entre 9 e 10.
Na semana que antecedeu o campeonato coincidiu com a semana de provas dos garotos. Os pais e não lhes perguntaram se queriam ficar sem treino pra estudar. E os dois disseram que não que dariam conta dos dois, e assim fizeram. Estudaram e treinaram para o campeonato tudo junto.
Segundo o pai, A rotina diária dos irmãos Barros é acordar 6h para irem à escola, saem ao meio-dia e vão direto para o judô, que começaram a fazer também para complementar o jiu-jitsu. Levam os quimonos e uma marmita, frutas, que a mãe Miriam acorda de madrugada para preparar. Lá eles se alimentam, fazem os deveres de casa e treinam das 13h às 15h. “Depois minha esposa os busca. Em semana de provas voltam a estudar e das 18h as 21h30 treinam jiu-jitsu”, conta o pai.
“Essa rotina não os atrapalha no colégio, eles gostam, sentem falta, pois sempre foram muito ativos. Lógico que sempre supervisionamos, pois sempre falamos que o estudo é fundamental e sábado e domingo geralmente eles descansam, às vezes tem algum treino ou aprimoramos alguma posição em casa, mais esse tempo é livre para eles”, destaca o pai.

 

“Nossa quando vi aquilo eu e minha esposa nos emocionamos muito. Anteriormente quando lutavam na mesma categoria eles já tinham feito sete finais e sempre lutavam normalmente, nunca imaginaria que isso aconteceria, pra mim os dois chegariam na final e iriam lutar. Dia 12 de setembro já tem mais [risos], mas agora cada um em uma categoria, meu coração não aguenta, essa foi a oitava final que fizeram um contra o outro”

Amauri Cesar de Barros Moraes, pai dos gêmeos

Fotos: Cedidas

A família sempre unida em casa e nas competições, mamãe Miriam vai sempre que pode acompanhar o paizão e sua prole

 


 

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