Habilitação de leitos reascende a “esperança” de dias melhores no HE...

EDITORIAL -

Data 30/10/2021
Horário 04:15

No último domingo, foi notícia neste diário, a crise financeira enfrentada pelo HE (Hospital de Esperança) de Presidente Prudente. Depois do credenciamento da unidade junto ao SUS (Sistema Único de Saúde) em julho, o hospital tem atendido uma média de 7 mil pessoas por mês, incluindo pacientes de 45 cidades da região e até de outros Estados. Os recursos enviados, porém, não conseguem bancar os gastos do local e agora o HE está com um déficit milionário, que ultrapassa R$ 2,1 milhões.
Atualmente, da receita bruta do hospital, apenas os R$ 743.112,98 repassados pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria 690, que habilitou o Hospital de Esperança como uma Unacon, no âmbito do SUS, são considerados fixos. Apesar da unidade especializada em oncologia também contar com algumas receitas variáveis, como o telemarketing (R$ 230 mil), títulos de capitalização em modalidade filantropia premiável (R$ 900 mil), estacionamento (R$ 25 mil) e loja (R$ 6 mil), as despesas estão em outro patamar, distante do montante arrecadado. 
Somente com os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) - se nada fosse feito -, o gasto anual giraria em torno de R$ 1,3 milhão. Mas uma boa notícia foi divulgada ontem neste diário. 
Com os esforços de autoridades, que solicitaram uma maior agilidade no processo, a Portaria 2.901, do Ministério da Saúde, publicada na quinta-feira, habilitou dez leitos de UTI Adulto Tipo 2 do Hospital de Esperança. 
A medida também estabelece recurso financeiro do Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde - Grupo de Atenção Especializada, no montante anual de R$ 1.397.862,40, a ser incorporado ao limite financeiro de Média e Alta Complexidade, do Estado de São Paulo. A novidade chegou em ótima hora e deve ser comemorada!
Ajudas do poder público, empresas privadas e de toda a sociedade sempre foram e continuam sendo fundamentais ma construção e agora manutenção deste hospital. Eventos, shows, bazares, leilões, doações. Muito já se fez e muito ainda pode ser feito... para que outras milhares de vidas sejam salvas! 
 

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