Justiça condena réus que agiam para resgatar integrantes de facção presos na P2 de Venceslau

Em 2019, eles cumpriam pena em Bernardes e foram flagrados com cartas contendo ameaças ao promotor de Justiça Lincoln Gakiya; cada um pegou 13 anos de cadeia

REGIÃO - DA REDAÇÃO

Data 29/08/2023
Horário 15:22
Foto: Arquivo
Réus condenados agiam para possibilitar fuga de membros de facção criminosa
Réus condenados agiam para possibilitar fuga de membros de facção criminosa

A Justiça condenou, em sentença de 27 de agosto, dois homens que possuem vínculos com uma organização criminosa e agiam para possibilitar a fuga de membros da facção. Eles foram enquadrados de acordo com a lei nº 12.850 (Lei de Organizações Criminosas) e receberam, cada um, pena de 13 anos de prisão em regime fechado.

Segundo o apurado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em 2019 os réus cumpriam pena na Penitenciária de Presidente Bernardes quando foram flagrados na posse de cartas com conteúdo relacionado ao crime organizado e ameaças a autoridades como o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido pela atuação na esfera penal.

O material trazia ainda indicações sobre drones e explosivos que eram mantidos em um endereço identificados por eles como paiol.

De acordo com a denúncia do promotor Pedro Romão Neto, as comunicações diziam respeito a um plano para retirar da cadeia integrantes da facção que estavam reclusos na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2, em Presidente Venceslau. Um dos resgatados seria Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola.

As investigações tiveram início com a Força-Tarefa X, também do Gaeco.

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