Meu médico vai à academia

Jair Rodrigues Garcia Júnior

Sim, há muitos médicos, nutricionistas, enfermeiros e fisioterapêutas que, além de recomendar a prática de exercícios, também vão à academia ou outros locais e praticam regularmente. Obviamente, profissionais como o ortopedista Dr. Flávio Porto, a enfermeira e Profa. Dra. Eliane Negri e o cardiologista Dr. Adriano Cavalheiro, assíduos praticantes, têm mais credibilidade na fala com os pacientes, pois são exemplos. “A palavra convence, mas o exemplo arrasta.” Confúcio

Local 1

            Considere que, em geral, as pessoas vão ao consultório, clínica ou hospital para tratar de doenças. Não obstante, algumas pessoas conscientes e com boa condição econômica vão a esses locais para realizar a prevenção secundária, que inclui consulta com especialista e exames laboratoriais, de imagem etc, que complementam a avaliação clínica.

Local 2

            Por outro lado, academia se tornou um local indelevelmente relacionado com “cuidar da saúde”. As academias expandiram e evoluíram no Brasil na década de 1980, quando aportou aqui a onda fitness (aptidão física) com as ginásticas e a popularização da musculação. Na década de 2010 também ficou popular a onda wellness, propagando a qualidade de vida e bem-estar.

Escolhas

            Qual destes locais você gostaria de frequentar com regularidade: 1 ou 2? De fato há uma relação indireta entre frequência aos locais 1 e 2, ou seja, quanto mais você frequenta o local 2, menos vai ao local 1. A prática regular de exercícios na academia e sob orientação de profissional de Educação Física, junto como a alimentação adequada, são os fatores mais importantes da prevenção primária de doenças. Para quem já tem doenças crônicas, esses dois fatores são também essenciais para o tratamento e administração.   

Fragilidade metabólica é um mal em si e fator de agravamento de outros problemas.

COM QUEM E COMO

       

     Esqueça o estigma de que academia é para gente bonita e sarada. Aparecem mais fotos dessas pessoas nas redes sociais, porém são a minoria entre os frequentadores de academia. A maioria está na academia buscando saúde, incluindo perda de peso e efeito positivo na estética. Se você está neste “grupo maior”, deve ter orientação para que seu treinamento seja voltado para melhora contínua do condicionamento físico. Não basta ser fortão, hipertrofiado, magrinha ou a “rainha do cardio”. Melhore também a resistência muscular localizada, potência, velocidade, flexibilidade, coordenação motora, agilidade e desafie-se com metas sucessivas.  

            A COVID-19 tornou muito claro o que a maioria ainda não havia percebido: a fragilidade metabólica (sedentarismo, obesidade, diabetes etc) é um mal em si e fator de agravamento de outros problemas, desde os ortopédicos (ex. dor na costas) até as infecções virais. Neste caso, siga um médico, nutricionista, enfermeira, fisioterapeuta e professor de Educação Física que também pratique e não apenas oriente.

 

 

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