Mude o paradigma 2: adulto jovem

Jair Rodrigues Garcia Júnior

Viva hoje, mas lembre-se do passado e pense no amanhã. Em nossa cultura, o “viva hoje” realmente vem em primeiro lugar, como deve ser, porém passado e futuro costumam ficar relegados. Não deveriam ser, pois o passado é uma fonte de aprendizado (com os erros e acertos) e o futuro é onde chegaremos, mesmo sendo incerto o quanto ele se estenderá. 

Poupanças

Quantos anos viveremos? Qual será nossa condição de vida na senescência? Devemos nos preocupar com isso já? Devemos fazer uma poupança ou aplicação de parte de nossa renda atual para termos tranquilidade financeira após a aposentadoria, nas últimas décadas de nossa vida? Devemos fazer uma “poupança de saúde” para mantermos independência e boa qualidade de vida quando chegarmos aos 70, 80, 90 anos? Você que tem 30, 40, 50 anos já pensou nisto?

Expectativa de vida

Hoje, o tempo médio de vida dos brasileiros é de 73 anos para homens e de 79 anos para mulheres. Essa é uma média estatística baseada na idade que as pessoas morrem de todas as causas. Se você ultrapassar essa média, poderá se considerar uma pessoa longeva. Mas viver até o 90 ou 100 anos é sempre bom? Podemos dizer que depende da qualidade de vida.

Envelhecimento começa aos 50

Nesta idade, em média, inicia uma curva descendente das funções fisiológicas das glândulas endócrinas, rins, fígado, coração, sistema nervoso etc. Há também perda de massa muscular e óssea. Então, os dois aspectos importantes passam a ser: ponto inicial de perda (PIP) e velocidade da perda (VP).  

Esteja acima da média

Sendo a perda inevitável, vamos então nos preparar para que ela inicie de um ponto inicial de perda (PIP) “mais alto”. Podemos chamar esse ponto mais alto de “poupança de saúde”. A forma mais eficiente de constituir essa “poupança” é estimulando os músculos e, por tabela, os órgãos e sistemas fisiológicos com exercício físico. Melhore seu condicionamento físico.

Dsacelere a perda

Sobre a velocidade da perda (VP), temos o acelerador sob nosso pé e podemos controlar. Independentemente do PIP, nosso estilo de vida a partir dos 50 anos determina a VP. Também neste aspecto, a manutenção do condicionamento físico faz a maior diferença. Obviamente, fatores como hábitos alimentares, tabagismo, etilismo, estresse e a rede social de convivência também influenciam.

Adultos jovens

O atual paradigma é cuidar dos idosos para evitar doenças e manter a qualidade de vida. Obviamente estes cuidados devem ser mantidos e aprimorados. Porém, o foco deve ser direcionado também para os adultos jovens e de meia idade, dos 30 aos 50 anos. Esses que devem constituir a “poupança de saúde” para aumentar ao máximo seu PIP. Dessa forma, as doenças e fragilidades serão evitadas na senescência, a idade produtiva e a longevidade se estenderão.

 

Aspectos importantes: ponto inicial de perda e velocidade da perda.  

 

 

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