Mutirão do Lixo eletrônico promove educação ambiental

Rogério Marcus Alessi, titular da Setec, elogia participação da população no evento: “Começamos com 30 toneladas e temos mantido uma média de 50 a 60, totalizando 500 até hoje”

PRUDENTE - OSLAINE SILVA

Data 10/06/2018
Horário 08:19
Marcio Oliveira, Em campo, acadêmicos da Unoeste se envolvem em mais uma edição do mutirão em Prudente
Marcio Oliveira, Em campo, acadêmicos da Unoeste se envolvem em mais uma edição do mutirão em Prudente

Com expectativa prévia de recolhimento de 60 t (toneladas) de eletrônicos inservíveis, como pilhas, celulares, televisores, monitores, carregadores, mouses, cabos, entre outros itens, o 11º Mutirão de Lixo Eletrônico de Presidente Prudente seguiu a mesma logística. Anteontem, na sexta-feira, os caminhões percorreram os distritos de Ameliópolis, Eneida, Floresta do Sul e Montalvão. E, ontem, simultaneamente no Parque do Povo de Prudente, das 8h às 16h, e no Conjunto Habitacional Ana Jacinta, das 9h às 13h.

Rogério Marcus Alessi, que responde pela Setec (Secretaria Municipal de Tecnologia da Informação), se alegra com a participação maciça da comunidade não só do município, mas de várias cidades da região. “A sociedade entendeu e participa. Junta o material e aguarda o mutirão. Isso é importante e demonstra que as pessoas têm a consciência ambiental de fazer a coisa certa e o evento ajuda no descarte adequado. Em 2009 tivemos duas edições. Começamos com 30 toneladas e temos mantido uma média de 50 a 60, totalizando 500 toneladas até hoje”, ressalta o secretário.

Todos os anos, os participantes do mutirão ganham um papa-pilha e recebem cupons para concorrer a sorteio de brindes. Neste foram 10 bicicletas; 1 tablet; 1 notebook e 1 videogame, todos doações da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), por intermédio das Faculdades de Engenharia Ambiental, Agronomia e Mestrado em Educação, que também participam com mais de 230 acadêmicos voluntários.

“A premiação é uma forma de estimular e agradecer as pessoas que colaboram para um meio ambiente mais saudável”, acentua Alessi.

 

Destino correto

O secretário explica que todo o material recolhido na ação só é enviado para empresas que tenham licença ambiental da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), sendo que a Silcon Ambiental, de Cerqueira César (SP), é a especializada em descaracterização de lixo eletrônico, responsável em 2018. “Ela possui ISO-9000, de qualidade, e ISO-14000, de meio ambiente. Na região não tem nenhuma com esse nível de certificação”, salienta Alessi, e lembra que não há nenhum custo para o município e as empresas parceiras do evento, que analisam a documentação apresentada pelos interessados, é que custeiam o transporte.

“Pela primeira vez, a Cetesb é nossa parceira, dando apoio institucional, porque existe a intenção de incentivar outras cidades do Estado a fazerem o mutirão de lixo eletrônico também. Isso é muito importante e nos deixa ainda mais satisfeitos, pois revela que estamos fazendo certo”, enaltece o titular da pasta.

Perguntado a Alessi, de que forma eram descartados estes componentes eletrônicos antes dessa iniciativa, ele comenta que provavelmente isso iria para o lixo comum, doméstico. “A gente sabe que hoje em dia, mesmo incomodando, ocupando espaço, as pessoas guardam esses materiais. É um evento que pegou e nos deixa muito felizes. É o maior do Brasil dando exemplo para todo o país!”, exclama.

 

Em campo

Leila Maria Sotocorno e Silva, 35 anos, coordenadora do curso de Engenharia Ambiental, fala sobre a importância dos acadêmicos estarem envolvidos na ação. Segundo ela, quando o aluno sai para uma atividade de extensão desse porte, ele só tem a ganhar. Primeiro porque os participantes conversam entre si, entre os diversos cursos envolvidos, então, não só aprendem, como ensinam uns aos outros.

“Eles se encantam com a magnitude do evento. Alguns estão participando pela primeira vez, em especial a Engenharia Ambiental apoia o evento, porque é tudo que ensinamos em sala de aula: a necessidade de reutilizar esses resíduos, reciclar, destinar para um local adequado”, comenta Leila. “Além do contato direto com a população, eles conseguem colocar em prática todos os ensinamentos em sala de aula. Ou seja, esse evento de promoção de educação ambiental está totalmente ligado à Engenharia Ambiental e Sanitária, pois mostra que é possível contribuir com o meio ambiente e que não é difícil”, acrescenta.

A coordenadora ainda parabeniza a comunidade prudentina, que antes mesmo do evento iniciar oficialmente, já estava levando os materiais. A participação do aluno é importante, porque ele se engaja, e ao se envolver e perceber a dimensão se educa e educa a família, os amigos. E, neste ano, estamos todos vestidos com camisetas na cor amarela, adiantando boas energias e vibrações para a Copa do Mundo [risos]”, brinca o secretário.

 

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