O gigante do agronegócio que dobra de tamanho com governança e sustentabilidade

SINOMAR CALMONA

Em entrevista exclusiva, diretores Abel de Miranda Uchôa e Décio Carbonari detalham o faturamento bilionário da Cocal, a expansão no Centro-Sul e a consolidação do grupo como Indústria Símbolo 2026

COLUNA - Sinomar

Data 03/06/2026
Horário 05:45
Abel de Miranda Uchôa, superintendente da Usina Cocal 
Abel de Miranda Uchôa, superintendente da Usina Cocal 

A conquista do título de Indústria Símbolo 2026, concedido pelo Ciesp, Acipp, Sesi, Senai e Sicredi Rio Paraná, coroa um momento histórico de transformação e robustez institucional para a Cocal. Muito além das moagens tradicionais de cana-de-açúcar, a companhia consolidou um modelo de negócios que une governança rígida, preservação ambiental e um crescimento agressivo de mercado.
Para dimensionar o tamanho e os rumos da empresa que se tornou o principal motor econômico do oeste paulista, o superintendente Abel de Miranda Uchôa e o diretor-geral Décio Carbonari de Almeida detalham a operação que hoje ultrapassa as fronteiras paulistas e atrai os olhos do mercado global.

UM IMPÉRIO REGIONAL DE 8 MIL EMPREGOS E R$ 5 BILHÕES
O impacto da Cocal na engrenagem socioeconômica regional é medido em bilhões. De acordo com o superintendente Abel de Miranda Uchôa, a companhia opera hoje com um orçamento imponente, que injeta estabilidade e riqueza em dezenas de municípios da região.
"A Cocal tem hoje um orçamento em torno de R$ 4 a R$ 5 bilhões e mantém 8 mil empregos diretos. Quando olhamos o entorno de Presidente Prudente, estamos participando ativamente de quase 23 municípios, o que demonstra a nossa representatividade", afirma Uchôa.
Para o diretor-geral, Décio Carbonari, o reconhecimento do Ciesp funciona como um "selo adicional" para a sólida governança corporativa estruturada pela empresa ao longo de quase quatro décadas. Esse posicionamento ético e financeiro no mercado gera um ciclo virtuoso: "A sociedade reconhece nossa solidez, o que nos permite atrair cada vez mais talentos e profissionais de altíssima qualidade para crescer conosco", pontua Carbonari.

A ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO: DUPLICANDO A OPERAÇÃO NO CENTRO-SUL
Mesmo diante dos severos desafios climáticos que testaram a resiliência do setor sucroenergético em todo o Centro-Sul do país, a Cocal surpreendeu o mercado com movimentos ousados de fusões e aquisições. A estratégia do grupo para o biênio 2026/2027 combina a busca pelo equilíbrio operacional com investimentos de grande porte.
O foco técnico nos próximos dois anos estará totalmente voltado para o crescimento das atividades de cana e, de maneira altamente estratégica, no adensamento da produção do biometano.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A META DO "RESÍDUO ZERO"
Pioneira absoluta na interiorização do gás verde, a Cocal ganhou notoriedade ao construir o histórico gasoduto que interliga sua produção diretamente a indústrias de Presidente Prudente, como a Liane Alimentos. Agora, a meta é ainda mais ambiciosa: dobrar a aposta na economia circular.
A empresa acabou de inaugurar sua segunda planta de biometano, duplicando o volume de gás renovável ofertado. O planejamento estratégico para os próximos cinco a seis anos prevê uma nova duplicação, mirando o abastecimento de frotas comerciais pesadas, indústrias e redes urbanas.
A fronteira tecnológica da usina visa a autossuficiência biológica. Nos próximos anos, a Cocal planeja se tornar totalmente independente de fertilizantes e defensivos químicos externos no canavial, investindo pesado na produção própria de insumos biológicos (on-farm).

O ECOSSISTEMA POR TRÁS DA MARCA COCAL
Ao ser questionado sobre a real extensão do grupo hoje, o diretor-geral Décio Carbonari revelou a força de um conglomerado que diversificou sua atuação em três grandes frentes de sucesso nacional:
•    Cocal: Unidades industriais focadas na produção de açúcar, etanol, energia elétrica e biometano.
•    Fazendas Bartira: Divisão agropecuária de alta produtividade voltada para o cultivo de grãos e pecuária de corte.
•    Grupo Germânica: Braço de distribuição automotiva que representa 13 marcas de veículos de prestígio internacional, espalhadas por concessionárias em três estados brasileiros.
Ao amarrar tecnologia de ponta, diversificação de portfólio e um compromisso irredutível com o desenvolvimento das comunidades onde atua, o Grupo Cocal consolida em 2026 não apenas a imagem de uma potência regional, mas de um dos grupos empresariais mais dinâmicos e sustentáveis do agronegócio brasileiro.


Décio Carbonari de Almeida, diretor-geral da Usina Cocal

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