Quem acompanha o dia a dia do oeste paulista sabe que os nossos desafios estruturais não se resolvem de forma isolada. Infraestrutura, atração de investimentos e o fortalecimento do ambiente de negócios exigem mais do que boas intenções; demandam estratégia e, acima de tudo, união. É exatamente nesse cenário que a articulação política se consolida não apenas como uma ferramenta de gestão, mas como um dos pilares fundamentais de atuação da UEPP.
Longe de se misturar com paixões partidárias ou interesses eleitoreiros, a verdadeira articulação política sob a ótica de uma entidade civil é a capacidade de convergir forças. Significa sentar-se à mesa com diferentes atores, do poder público às lideranças empresariais, acadêmicas e de classes, para transformar demandas pulverizadas em uma pauta única, sólida e incontornável. Para nós, articular é sinônimo de diplomacia institucional a serviço do cidadão, agindo como um facilitador de diálogos e um catalisador de soluções para toda a nossa região.
No último 22 de junho, por exemplo, realizamos uma visita técnica no Aeroporto Estadual de Presidente Prudente para acompanhar de perto com a concessionária ASP (Aeroportos Paulistas), o andamento das obras de reforma, assegurando o alinhamento do modal aéreo com as nossas necessidades logísticas.
No dia seguinte (23), nos reunimos com o governador Tarcísio de Freitas para entregar um manifesto unificado com diversas entidades representantes do setor produtivo, solicitando o apoio do governo para manter a Feicorte em Presidente Prudente, além de protocolarmos um ofício com reivindicações estruturais urgentes, como a duplicação de rodovias essenciais, a criação de trechos ferroviários e o fomento à Rota da Carne do Oeste Paulista, um projeto que une a região em torno de nossa identidade produtiva e turística.
Historicamente, regiões que não se articulam acabam invisibilizadas. O desenvolvimento regional não acontece por acaso, é um processo construído por meio de consensos, critérios técnicos e persistência. Seguiremos firmes construindo pontes e cobrando resultados, pois o futuro do oeste paulista depende da nossa capacidade de falar, e agir, como um só.