A Polícia Civil, por intermédio das equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), com apoio operacional do GOE (Grupo de Operações Especiais), deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Escudo, voltada ao enfrentamento do tráfico urbano de drogas em Dracena.
De acordo com a polícia, as investigações apontavam intensa movimentação em um imóvel localizado na Rua Stélio Machado Loureiro, no bairro Santa Clara, em Dracena. Após levantamento de informações e monitoramento, os policiais civis realizaram diligências no local.
Ao chegarem ao endereço, os investigadores observaram duas pessoas deixando o imóvel, enquanto um terceiro indivíduo permaneceu no interior da residência. Ao perceberem a aproximação das viaturas, os suspeitos demonstraram comportamento evasivo e aceleraram o passo.
Os abordados eram dois adolescentes, de 17 e 16 anos. Embora nada de ilícito tenha sido encontrado durante a busca pessoal, os elementos investigativos já reunidos e as suspeitas da prática de tráfico de drogas justificaram o prosseguimento das diligências no imóvel.
Com a autorização para ingresso na residência concedida pela irmã do adolescente de 17 anos, que acompanhou toda a atuação policial e atuou como sua curadora durante os procedimentos, as equipes iniciaram as buscas no interior da casa.
Durante a vistoria, os policiais localizaram diversos fragmentos de embalagens plásticas do tipo "gelinho", uma balança de precisão e, escondidos no interior de um recipiente plástico acondicionado em um armário da cozinha, aproximadamente 50 porções de crack já fracionadas e embaladas para comercialização, além de uma pedra bruta da mesma substância, envolvida em fita isolante preta, que, em tese, seria destinada ao fracionamento para novas vendas.
Enquanto as diligências eram realizadas, os policiais receberam informações de que um indivíduo havia pulado o muro da residência e fugido pelos telhados de imóveis vizinhos. Imediatamente foi montado um cerco policial, que resultou na localização do suspeito, identificado como um adolescente de 16 anos, o mesmo que havia sido visualizado pelos investigadores no interior da residência momentos antes da abordagem inicial.
Os adolescentes foram conduzidos à sede das unidades especializadas, acompanhados por advogado, para a formalização dos procedimentos de polícia judiciária. Durante o interrogatório, o adolescente de 17 anos admitiu a prática do ato infracional análogo ao tráfico de drogas, declarou que seus familiares desconheciam a atividade ilícita e informou que cada porção de crack era comercializada pelo valor aproximado de R$ 10.
Já o adolescente de 16 anos negou envolvimento com os entorpecentes apreendidos, afirmando que fugiu ao perceber a presença policial por receio da abordagem, pois já havia antecedente por tráfico de drogas e havia cumprido medida socioeducativa de internação por nove meses.
Os dois adolescentes permaneceram apreendidos por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas e foram colocados à disposição da Vara da Infância e da Juventude, que adotará as medidas legais cabíveis.