Orçamento do Cisorp para 2020 é de R$ 1 milhão

Em reunião de prestação de constas, membros do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Oeste Paulista apresentaram a evolução da elaboração de um plano e os valores que serão investidos no próximo ano

PRUDENTE - MARCO VINICIUS ROPELLI

Data 08/12/2019
Horário 06:33
Paulo Miguel - Representantes das 10 prefeituras conveniadas estiveram presentes na reunião
Paulo Miguel - Representantes das 10 prefeituras conveniadas estiveram presentes na reunião

Ocorreu, na manhã de sexta-feira, a reunião do Cisorp (Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Oeste Paulista). O consórcio, que objetiva resolver o problema da destinação do lixo na região e reduzir os custos dos processos, divulgou o orçamento para 2020. Serão rateados entre os 10 municípios participantes R$ 1.090.800, sendo que R$ 390 mil para manutenção do Cisorp e R$ 700 mil para os custos que envolvem a realização do Plano Regional de Resíduos Sólidos, que vem sendo articulado, por meio de um convênio, pelo Fundunesp (Fundação para o Desenvolvimento da Unesp).

Fazem parte do Cisorp os municípios de Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Paraguaçu Paulista, Presidente Bernardes, Presidente Prudente, Rancharia, Regente Feijó, Santo Anastácio e Santo Expedito. Cada um deles destinará um montante proporcional às populações estimadas em 2018 para compor o orçamento. Prudente destinará o maior valor, R$ 599 mil, e Santo Expedito, o menor, R$ 8 mil.

O prefeito de Rancharia e tesoureiro do consórcio, Alberto Cesar Centeio de Araújo, Iéia (PSDB), enfatiza que para os munícipios do porte de Rancharia a criação do Cisorp foi fundamental, já que os custos para destinação correta dos resíduos são muito altos. “Minha cidade, somente com a destinação do lixo em um aterro sanitário privado, em Quatá, gasta R$ 100 mil mensais. Creio que o consórcio gere economia de cerca de 50%”, ressalta, enquanto afirma que o cenário é parecido na maioria das cidades participantes.

O presidente do Cisorp, prefeito de Presidente Prudente, Nelson Roberto Bugalho (PTB), também deu ênfase à viabilidade econômica e afirmou estar contente com a “solução consorciada”. Ele afirmou que, em breve, com a conclusão dos estudos da Unesp, próximos passos serão dados.

 

O QUE JÁ FOI FEITO E

OS PRÓXIMOS PASSOS

O diretor-executivo do Cisorp, Mateus Martins Godói, afirma esperar que até junho de 2020 o consórcio já tenha o plano em mãos, para dar prosseguimento à execução do projeto. O professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) que coordena a equipe que está montando o plano, Fernando Sérgio Okimoto, 54 anos, afirmou que o início dos trabalhos é muito recente, trabalham no documento há 20 dias, portanto, ainda estão na fase do diagnóstico preliminar se baseando em informações que existem com fontes oficiais, como SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), além dos próprios municípios.

A partir deste diagnóstico, Fernando afirma, será possível estudar e apontar as melhores tecnologias e soluções aplicadas. “Ainda não há nada que afirme que o aterro sanitário seja a solução, existem outras, como queima para geração de energia, reciclagem, e até tecnologias pouco utilizadas no Brasil, referências internacionais”, completa.

Rateio dos municípios conveniados para 2020

Municípios

Porcentagem (%)

Valor ano (R$)

Álvares Machado

6,01

65.551

Caiabu

1,01

11.062

Martinópolis

6,36

69.403

Paraguaçu Paulista

11

120.001

Presidente Bernardes

3,19

34.822

Presidente Prudente

54,96

599.468

Rancharia

7,19

78.376

Regente Feijó

4,48

48.824

Santo Anastácio

5,06

55.147

Santo Expedito

0,75

8.147

Total

100

1.090.800

 

 

 

 

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