Duas ações distintas das forças de segurança resultaram no resgate de cães que sofriam maus-tratos no oeste paulista. Os casos aconteceram entre terça e quarta-feira, mobilizando a Polícia Civil e a Polícia Militar Ambiental, em Presidente Prudente e Narandiba.
Em Prudente, uma equipe da Polícia Ambiental compareceu a uma residência no Jardim Planalto após receber denúncias sobre um cachorro mantido em condições inadequadas. No local, os agentes constataram que o animal estava amarrado por uma corda ao pilar de um pergolado. O cabo acabou se enroscando em um semirreboque, o que restringiu drasticamente a mobilidade do cão, impedindo-o de alcançar a água e a comida.
O proprietário, de 40 anos, alegou que deixava o animal, que apresentava costelas aparentes (baixo escore corporal) e uma doença de pele visível, preso para evitar que ele fugisse para a rua enquanto a casa estivesse vazia. Ele foi autuado com uma multa ambiental de R$ 3 mil.
O caso foi encaminhado via ofício à Delegacia de Polícia da área, onde o envolvido responderá criminalmente pelo ato. O cachorro foi acolhido pela UVZ (Unidade de Vigilância de Zoonoses), onde recebeu atendimento veterinário.
Narandiba
Já no município de Narandiba, a ação foi conduzida por policiais civis da Delegacia de Pirapozinho. A equipe investigava uma denúncia anônima apontando que uma cadela havia sido abandonada nos fundos de um imóvel. Segundo as apurações, o animal estava confinado há cerca de três meses em um cubículo pequeno e extremamente insalubre, sem acesso a água e alimentação adequadas.
Ao entrarem no local, os policiais confirmaram o cenário de abandono. A cadela apresentava severa perda de massa muscular e forte debilidade física. A Casa da Agricultura de Narandiba foi acionada para realizar o resgate e encaminhar o animal para receber os cuidados médicos necessários.
Até a manhã desta quinta-feira, o responsável pelo abandono não tinha sido identificado. A Polícia Civil instaurou um procedimento investigativo para descobrir a autoria do crime e responsabilizar o culpado.