População recebe conselhos sobre malefícios do tabagismo

Com esquete teatral e cartilhas de orientações, ação realizada na Praça Nove de Julho, ontem, visou à conscientização acerca do fumo

PRUDENTE - IZABELLY FERNANDES

Data 30/08/2018
Horário 06:29
José Reis - Ação distribuiu cartilhas de orientações de doenças acarretadas pelo fumo
José Reis - Ação distribuiu cartilhas de orientações de doenças acarretadas pelo fumo

A Unimed Prudente realizou ontem, na Praça Nove de Julho, a ação de conscientização “O Cigarro Incomoda”, a fim de promover a conscientização no Dia Nacional de Combate ao Fumo. O momento contou com apresentação de um esquete teatral, além da distribuição de cartilhas Viver Bem sobre o tabagismo, com orientações sobre as principais doenças provocadas pelo cigarro e dicas de como começar um processo para parar de fumar. Cerca de 100 pessoas passaram pela ação.

Para os beneficiários na Unimed, a ação estava distribuindo um material específico para encaminhar os interessados para um tratamento na unidade, com o Programa Pare de Fumar, composto por acompanhamentos psicológicos e médicos. Além disso, com parceria com a Uniodonto, em uma unidade móvel foram realizados exames bucais para verificação e identificação de indícios de doenças relacionadas ao tabagismo, como o câncer bucal.

De acordo com a organizadora da ação, Graziela Fernandes Todesco, 41 anos, a ideia era conscientizar as pessoas sobre a necessidade de parar de fumar, visando uma qualidade de vida melhor para a própria pessoa e para os familiares. “As pessoas que não fumam, mas convivem com fumantes, também correm o risco de desenvolver doenças crônicas. O tabagismo passivo mata em média no Brasil sete pessoas por dia”, revela. Graziela reconhece que parar de fumar não é algo fácil, que tanto a rede pública e privada de saúde possuem iniciativas de auxílio a pessoas que têm esse desejo. “O tabagismo já é reconhecido pela OMS [Organização Mundial da Saúde] e causa dependência psicológica, assim como outras drogas e o álcool”, explica.

O tabagismo é identificado como doença epidêmica que causa dependência física, psicológica e comportamental e é considerada a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). De acordo com o pneumologista Paulo Roberto Mazaro, existem pelo menos 50 doenças relacionadas com o hábito de fumar. “Vários tipos de câncer, como de pulmão, laringe, estômago. Também tem relação direta com doenças do aparelho respiratório e pode causar impotência sexual no homem, problemas de infertilidade na mulher e complicações na gravidez”, explica.

O aposentado Walter Cordeiro dos Santos, 82 anos, fuma há 45 anos e declara que já chegou a fumar quatro maços por dia e que o hábito é decorrente do nervosismo e estresse. “Pretendo parar de fumar, mas não encontro forças sozinho. O cigarro me atingiu de maneira muito forte”, relata. O soldador Milton Alves Ferreira, 36 anos, diz que é “muito importante” falar sobre o tabagismo para a população. “O cigarro incomoda em todos os aspectos, como na saúde e lazer, além de possui mau odor”, afirma. Há 12 anos, Milton parou de fumar, pois começou a não se sentir bem. “Eu tive muita força de vontade e consegui abandonar o cigarro”, declara. 

SAIBA MAIS

O pneumologista orienta sobre alguns fatores que podem motivar as pessoas a parar de fumar, como o bem-estar da família. “É importante lembrar que o fumante pode deixar o cigarro pelo bem da família, para um bom exemplo aos filhos, para ter mais saúde. Respirar melhor, mais disposição para atividades físicas. Sem contar a melhora na aparência, elimina mau hálito, a cor amarelada dos dentes, a pele também fica mais saudável”, afirma.

Para deixar o vício há duas formas: imediatamente ou gradualmente. Especialistas acreditam que o método mais adequado é a parada imediata, na qual você marca uma data e, a partir daí, não coloca mais um cigarro na boca. “Isso porque, com a parada gradual, o indivíduo pode se acostumar com a redução do cigarro e acabar adiando o abandono do vício”, alerta o médico.

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