Prédio inacabado há décadas volta ao debate e reacende mistério urbano em Prudente

Obra parada há mais de 20 anos na Avenida Washington Luiz, utilizada recentemente em treinamento da Força Tática da PM, desperta curiosidade, resgata memórias e levanta questionamentos sobre um dos enigmas urbanos da cidade

PRUDENTE - DA REDAÇÃO

Data 10/02/2026
Horário 05:55
Foto: Cedida
Exploração não apenas mostrou cidade por outro prisma; ativou memória coletiva
Exploração não apenas mostrou cidade por outro prisma; ativou memória coletiva

Há décadas, ele observa o vai-e-vem da cidade sem jamais cumprir seu destino. O prédio inacabado da Avenida Washington Luiz, em Presidente Prudente, — conhecido entre moradores como um “elefante branco” — voltou ao debate após uma exploração registrada por Lenon Santos. As imagens, feitas do alto da estrutura, revelam uma Prudente quase inteira sob um novo ângulo e reacendem perguntas antigas sobre a obra parada.

A visita começou já no oitavo andar. Enquanto subia, Lenon explicou a movimentação no local: o espaço havia sido cedido para treinamento da Força Tática, com atividades ligadas ao GTTO (Grupo de Treinamento Tático Operacional), o que justificava a presença de equipes. Apesar do abandono, o explorador descreveu a estrutura como “bem protegida” para a ascensão naquele momento específico.
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A SUBIDA ATÉ O LIMITE

Do oitavo pavimento em diante, restavam poucos níveis até o topo acessível — um andar imediatamente abaixo da área superior, onde ficaria a caixa d’água. A contagem dos lances e a progressão cautelosa marcaram a reta final da subida, encerrada no último ponto possível antes da cobertura.
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VISTA SENSACIONAL, RISCOS REAIS

No alto, a ausência de guarda-corpos e proteções ficou evidente. O risco aumentou — e a cautela também. Mesmo assim, a recompensa veio em forma de vista panorâmica: bairros, eixos viários e o pôr do sol compondo um quadro raro. “Se estivesse concluído, teria uma das melhores vistas de Presidente Prudente”, avaliou Lenon, mantendo distância das bordas enquanto registrava as imagens.
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O “ELEFANTE BRANCO DE OLHOS AZUIS”

Ao final, diante do entardecer, a reflexão: qual o futuro daquele gigante? Lenon descreveu o prédio como um “elefante branco de olhos azuis” — metáfora de uma obra grandiosa, hoje sem função definida. A pergunta permanece no ar: requalificação, demolição ou novo abandono?
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MEMÓRIA URBANA EM DISPUTA

A exploração não apenas mostrou a cidade por outro prisma; ativou a memória coletiva. Comentários e relatos surgiram, apontando versões sobre a paralisação nos anos 1990, entraves econômicos e impasses posteriores. Enquanto respostas oficiais não aparecem, o edifício segue como marco silencioso — lembrando que o tempo, a economia e decisões interrompidas também desenham a paisagem urbana.

Fotos: Cedidas

Prédio segue inacabado há décadas na Washington Luiz

Espaço foi cedido para treinamento da Força Tática

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