Com safra de grãos estimada em 358 milhões de toneladas, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), os produtores brasileiros se veem atualmente diante de um desafio que vai além de produzir mais. Nas regiões de agricultura intensiva, especialmente no Cerrado brasileiro, os ganhos de produtividade exigem manejo mais eficiente e que garanta o potencial produtivo das plantas. A disponibilidade de micronutrientes é um dos fatores que mais têm despertado a atenção, já que solos naturalmente “pobres” podem restringir a produtividade.
“A agricultura exige mais do que adubação básica. Ela requer precisão de aplicação e inteligência na recomendação nutricional por parte dos profissionais técnicos do setor. Micronutrientes, como boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo), níquel (Ni) e zinco (Zn), são exemplos disso. Apesar de necessários em pequenas quantidades, eles são fundamentais nos processos fisiológicos vitais das plantas”, comenta o engenheiro agrônomo Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica.
A deficiência desses nutrientes nem sempre é visível e pode impactar diretamente diversos processos, como fotossíntese, respiração, síntese proteica e formação de grãos, além de reduzir o sucesso dos investimentos realizados pelo produtor ao longo da safra. “Por isso, o manejo eficiente de micronutrientes deve ser planejado com base em diagnóstico técnico”.
Nutrientes
A aplicação via solo, por exemplo, pode garantir a disponibilidade inicial de nutrientes às plantas. No entanto, fatores como acidez (pH), textura de solo, matéria orgânica e outros fatores físicos, químicos e biológicos do solo, podem interferir na eficiência e disponibilidade dos elementos. É nesse ponto que estratégias complementares se tornam fundamentais.
“A combinação com fertirrigação permite fornecimento contínuo, em doses ajustadas, acompanhando o desenvolvimento da cultura. Isso aumenta a eficiência de absorção e o uso racional de nutrientes, o que por melhora o rendimento econômico e diminui os riscos ambientais. Já a aplicação foliar é uma ferramenta estratégica de correção rápida e suplementação nutricional que atua diretamente na planta, sendo essencial em fases críticas de alta demanda nutricional ou como estratégia para aplicação de nutrientes de baixa mobilidade na planta”, explica Bruno.
Eficiência do uso de fertilizantes
O especialista da BRQ ressalta ainda que para produtos formulados com micronutrientes, seja via solo ou foliar, a fonte e a formulação definem o sucesso da aplicação. Em aplicações foliares, o uso de quelatos e complexos solúveis aceleram a absorção, favorece a penetração e a eficiência de uso dos fertilizantes.
“A combinação dessas vias de aplicação constitui o conceito central da nutrição inteligente. Ao integrar ciência e tecnologia ao manejo nutricional é possível maximizar a eficiência dos fertilizantes. Do ponto de vista econômico, essa abordagem eleva o retorno sobre o investimento. Além disso, contribui para a uniformidade das lavouras e a qualidade final dos produtos colhidos. Para o agricultor, o recado é claro: não basta adubar; é preciso nutrir com estratégia”, finaliza o gerente da BRQ.
Pautas do agro

"Seguiremos firmes em pautas fundamentais para o setor, como o endividamento rural agrícola, a reforma tributária, a segurança jurídica, o enfrentamento a abusos contra os produtores, a exemplo da Moratória da Soja, das cobranças indevidas de royalties e de outros temas que impactam diretamente quem produz”.
Lucas Costa Beber, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), ao assumir o comando da Aprosoja Brasil.
Confira na íntegra: www.norteagropecuario.com.br