Produtores de Epitácio terão Mini Ceasa para trabalhar

Empreendimento, que já está em obras e com previsão de entrega em oito meses, será uma forma de apoiar e promover a agricultura familiar do município

REGIÃO - OSLAINE SILVA

Data 31/07/2020
Horário 04:02
Felipe Domenice/Cedida - Ceasa será no antigo prédio do Posto Fiscal, localizado no km 654 da Raposo Tavares Foto: Felipe Domenice/Cedida - Ceasa será no antigo prédio do Posto Fiscal, localizado no km 654 da Raposo Tavares

A Prefeitura de Presidente Epitácio está construindo um entreposto de comercialização de alimentos, que ficará instalado no antigo prédio do Posto Fiscal, localizado no km (quilômetro) 654 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). O Mini Ceasa será uma forma de apoiar e promover a agricultura familiar do município, pois, além de venderem seus produtos para a população, os produtores poderão também fornecê-los aos comerciantes municipais, proporcionando incremento em suas rendas, estimulando a agricultura e oferecendo produtos de melhor qualidade para a população local e da região. 
Segundo o secretário de Obras do município, Felipe Domenice, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) repassou o valor de R$ 325.405,94 para a obra, que será feita pela empresa Moreno.

O Incra repassou o valor de R$ 325.405,94 para a obra 
Felipe Domenice

“A empresa já fez as demolições, retirada de telhas e estruturas danificadas, agora está repondo uma estrutura nova e todo o telhamento para outras verificações posteriores do que precisa ser feito. A previsão de término é de oito meses, mas como o Incra demorou a repassar a verba, a execução dos serviços também atrasou. E agora com a pandemia e o instituto com o atendimento reduzido dificulta o andamento”, expõe o secretário de Obras.
Segundo Marlan Nunes Narezzi, secretário municipal de Agricultura, o empreendimento é uma iniciativa dos próprios produtores locais, e a pedido da prefeita Cassia Furlan (PRB), que também é produtora rural, para que o produtor consiga vender maior volume de produto em menos tempo. 
“Porque no Ceasa todo mundo sabe que o cara vai lá, encosta o caminhão, compra três, quatro toneladas e vai embora. Esse mesmo produtor na feira pode levar de quatro a cinco horas para vender 10 quilos de tomates. E no Ceasa ele fecha o negócio e talvez em 10 minutos venda uma tonelada”, explica Marlan.

Espaço propício

Marlan diz que a escolha do local foi por vários fatores, como pela logística, acesso por rodovia, vicinal, por ter um posto de combustível grande por perto, caso o caminhoneiro precise dormir, é próximo do distrito industrial, da área rural, da urbana igualmente, acesso ao Mato Grosso do Sul. “E era um prédio que estava parado e a prefeita não hesitou em ceder o espaço para algo que trará retorno ao município”, explica o secretário de Agricultura.
Conforme Marlan, após as obras, o primeiro passo será uma reunião para decidir qual forma será administrado o Ceasa, com o Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável, que vai tomar as diretrizes juntamente com a administração municipal para saber o que pode e não ser feito dentro de um espaço público.  
“A ideia é que com nosso suporte jurídico, o próprio produtor administre, pela associação/cooperativa que pertence, temos várias na cidade. A proposta é trabalharmos juntos. Mas se o produtor já é um empresário rural, acredito que consiga administrar certamente”, salienta Marlan.

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