Quinta-feira

Sandro Villar

O Espadachim, um cronista a favor da guerra... contra a fome

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 20/08/2020
Horário 05:30

A menos que o calendário esteja errado e o tempo maluco, hoje é quinta-feira, o dia da semana que sucede a quarta-feira e antecede a sexta-feira, para muitos o melhor dia da semana. Pelo menos na quarta-feira temos o circo do futebol, que voltou sem torcida por causa da pandemia.
E na quinta-feira? Que eu saiba, nem sempre tem esportes para animar o respeitável público. Cinemas e teatros continuam fechados. Espetáculos musicais só nas lives dos cantores, e alguns desses cantores são mais chatos do que dançar com a irmã em baile de formatura.
Ainda bem que bares e botecos reabriram em horários especiais, o que já é alguma coisa. Quem tem fígado saudável, ainda não "curtido" pelo álcool, aproveita para tomar aquela que matou o guarda e toda a corporação. Ou aproveita para "afogar as mágoas", mas não adianta, pois como disse Jésus Rocha, "as mágoas sabem nadar".
Além do mais (ou seria além do menos?), é ótimo jogar conversa fora na conversa de botequim, como diria o fabuloso Noel Rosa, um dos cinco maiores compositores do Brasil. Fora isso, há a balada de rico e o funk de pobre, que certamente ocorrem, secretamente, às quintas-feiras. Ou em qualquer dia da semana, sei lá.
Reafirmo a obviedade: a quinta-feira antecede a sexta-feira, que é quando começa o fim de semana. Também neste caso cabe a pergunta: o que fazer em matéria de lazer na sexta-feira? Confesso que não tenho a maiúscula ideia e nem a minúscula. Talvez seja o caso de repetir a programação de hoje, ou seja, quinta-feira.
Uma coisa é certa: é necessário tomar cuidado com o coronavírus, que não escolhe classe social, mas os pobres são mais vulneráveis pelos motivos que todos sabem de cor e salteado, entre os quais aglomerações no transporte público e nas festas, sejam baile funk, roda de samba ou o "vai da valsa".

P.S.: morre de Covid-19 o primeiro bebê em Portugal. Era uma menininha de apenas 4 meses, segundo o jornal Público, de Lisboa.

DROPS

A alegria do palhaço é ver o circo cheio.

Ator Leonardo DiCaprio denuncia queimadas na Amazônia. Mourão não gostou. Disse que o ator está desinformado sobre a Amazônia. Será?

Se o esgoto a céu aberto já é um horror, imaginem o esgoto a inferno aberto.

Chegou a época do ranger de dentes e não é por medo do dentista.
 

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