Regente Feijó será palco de treinamento da Operação SP Sem Fogo nos dias 5 e 6 de maio

Brigadistas da região serão capacitados tendo em vista possível El Niño em 2026, o que acende alerta para calor, estiagem e aumento do risco de incêndios

REGIÃO - DA REDAÇÃO

Data 20/04/2026
Horário 10:56
Foto: Defesa Civil
Iniciativa amplia capacitação de equipes e fortalece enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas
Iniciativa amplia capacitação de equipes e fortalece enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas

Nos dias 5 e 6 de maio, será realizado, em Regente Feijó, o treinamento da Operação SP Sem Fogo, voltado aos brigadistas das Defesas Civis municipais da região. A atividade faz parte das ações de preparação da Defesa Civil Estadual para enfrentar os próximos meses, que devem ser marcados por temperaturas elevadas.

A iniciativa busca ampliar a capacitação das equipes e fortalecer o enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas, que têm se mostrado cada vez mais severos. Segundo o coordenador regional adjunto de Proteção e Defesa Civil, Renato Gouvea, a tendência é de longos períodos de estiagem, baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas, cenário que contribui diretamente para o aumento significativo dos incêndios em vegetação.

Diante desse quadro, a Defesa Civil do Estado também vem investindo na aquisição de caminhões-pipa e novas viaturas equipadas para o combate ao fogo, com o objetivo de mitigar os danos ao meio ambiente e reforçar a capacidade de resposta dos municípios.

El Niño

Renato ainda divulga que modelos climáticos de diferentes centros internacionais indicam a possível formação de um El Niño ainda em 2026, com chance de intensificação no segundo semestre. Embora a expressão “super El Niño” já circule nas redes sociais, especialistas recomendam cautela e ressaltam que ainda é cedo para definir a intensidade do fenômeno.

Historicamente, o El Niño provoca alterações importantes no regime de chuvas e nas temperaturas em diversas regiões do Brasil. Entre os efeitos mais comuns estão o aumento das chuvas no Sul, com maior risco de eventos extremos, a redução das precipitações no Norte e em partes do Nordeste, além da maior irregularidade das chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste.

Outro impacto esperado é a ocorrência de períodos mais prolongados de calor, especialmente durante a primavera e o verão. Mesmo com a alternância entre La Niña, neutralidade e El Niño, os cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator por trás das mudanças climáticas observadas em todo o planeta.
 

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