Talvez estejamos carentes de um representante que nos permita segui-lo, seja no esporte, na educação, na política, na religião ou em outra área que nos faça entender e sentir o quanto um país é grato pelas suas ações, atribuições ou algo além disso. Talvez, o cenário atual não nos incentive a escolher quem verdadeiramente mereça a nossa simples atenção. Há muito barulho e pouca ação que possa nos tornar dignos de representatividade tão sublime que muitos ainda buscam.
Essa carência, em alguns momentos fica tão nítida, que demonstra o quanto que os fatos atuais e muitas indecisões do que vem ocorrendo em vários setores, nos impulsionam a ficarmos inertes (mas sempre em observação) do que possa realmente ser verdadeiro.
Isso sempre me faz lembrar e muito bem, numa entrevista de nosso ilustríssimo Sr. Ozires Silva, oficial da aeronáutica e engenheiro formado pelo ITA, fundador e mentor da Embraer, e ex-ministro de infraestrutura e comunicação do governo federal (1990-1991), dada a um canal de TV que disse: “Quando pude estar num evento no Canadá em 2018, diante do comitê de avaliação, daqueles que designam os possíveis vencedores de um prêmio Nobel da Paz, não me contive, e lhes perguntei o porquê de o Brasil nunca ter tido um prêmio desses. E após, momentos de suspense me respondem com certa indignação: ‘Vocês são destruidores de heróis, o Brasil é o único país do mundo que, quando tem representatividade, vocês jogam pedra’”.
Confesso que até hoje, depois desse longo tempo, fica um certo desconforto e que se expande por grande parte de setores. Acredito que até tenhamos representantes, e que até possam, mas se ousarmos, nos alerta o cuidado, por não sabermos de onde possa vir a ser jogada alguma pedra novamente.
Penso que, se ficarmos na premissa de que nossos heróis, por algum tempo, e ainda sejam fortemente lembrados como no esporte de Ayrton Senna, Pelé, entre outros, ficamos à mercê de um passado que não nos impulsiona a caminhar pelo crescimento e desenvolvimento mais promissor. Não que esses símbolos de representatividade de heróis sejam esquecidos ou deixados de lado, nada disso, jamais, pois ainda nos fortalecem. Mas é preciso que possamos ter outros vínculos, pela busca do respeito, da dignidade com veemência e que ainda nosso país é promissor de criarmos outros heróis que tenham força e saibam ser muito bem representados em qualquer estância que soubermos colocá-los.
É notório que uma certa divisão possa ter maior representatividade de um país carente de suas atribuições, o que vale até um certo impulso de valor. Mas ficam ainda, as incertezas de quais setores com compromissos que possam elevar o moral de um Brasil tão obscuro, que já algum tempo, muitíssimo frágil e debilitado por representatividade que possa verdadeiramente edificar uma nação inteira. O Brasil é maior, mas até quando?