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Sargento morto é sepultado em Presidente Venceslau

José Valdir de Oliveira Junior deixa a filha de 16 anos e a esposa, que está grávida de gêmeos

REGIÃO - ROBERTO KAWASAKI

Data 09/08/2020
Horário 16:30
Cedidas/Portal Bueno - Despedida ocorreu no Cemitério Municipal de Presidente Venceslau Foto: Cedidas/Portal Bueno - Despedida ocorreu no Cemitério Municipal de Presidente Venceslau

Foi sepultado hoje, em Presidente Venceslau, o corpo do 3º sargento-PM José Valdir de Oliveira Junior, 37 anos, assassinado na madrugada de ontem em São Paulo. Além dele, os outros dois policiais baleados foram sepultados em cemitérios da capital e região metropolitana.

A despedida do sargento ocorreu sob forte emoção dos presentes, e homenagens da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Na solenidade, houve a salva de tiros e o toque fúnebre. Em algumas Companhias da PM na região, os militares fizeram um minuto de silêncio o sinal de continência em respeito aos mortos.

De acordo com o CPI-8 (Comando de Policiamento do Interior), José Valdir de Oliveira Junior era pai de uma jovem de 16 anos. Casado com a policial militar Bianca Romano Magri, que está grávida de gêmeos, aguardava ansiosamente pela descoberta do sexo dos bebês. O casal estava junto há dois anos e dividia a rotina do Quartel com os afazeres de casa.

Ao ser informada sobre a morte de Oliveira, a esposa passou mal e chegou ficar internada por algumas horas. 

Outros dois soldados também foram sepultados hoje. A despedida de Celso Ferreira Menezes Junior, 33 anos, ocorreu no Cemitério da Paz Morumbi, em São Paulo. Já Victor Rodrigues Pinto da Silva, 29 anos, que também deixa a esposa grávida, foi sepultado no Cemitério Memorial Parque da Paz, em Embu das Artes (SP).

Mortos durante o serviço

Os policiais mortos na ação atuavam na Companhia de Força Tática do 23º BPM/M (Batalhão de Polícia Militar Metropolitana).

Conforme a Polícia Militar, na madrugada de sábado a equipa fazia patrulhamento pela Avenida Escola Politécnica, na região de Rio Pequeno, onde abordou um veículo VW/Fox, ocupado por dois homens.

No decorrer da ação, um dos indivíduos, Cauê Doretto de Assis, 24 anos, que se apresentou como policial civil, entregou a arma e a carteira funcional aos militares. Enquanto checavam a documentação, foram alvejados pelo criminoso.

A ação resultou em troca de tiros e o autor acabou sendo baleado e morto. A unidade de resgate chegou a levar os policiais para o Hospital Universitário, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. 

Companheiro do atirador foi preso

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), Cauê não era policial civil, e a carteira funcional utilizada por ele era falsa. Um homem que estava no carro do criminoso foi preso em flagrante e apresentado no 91º Distrito Policial.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, o indivíduo afirma que a abordagem ocorria normalmente, mas, que em determinado momento o companheiro “se exaltou” e atirou contra a equipe. “Todas as circunstâncias relacionadas com a ocorrência estão sendo apuradas”, salienta a Polícia Militar.

O caso segue em investigação pelo DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa).

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