A UVZ (Unidade de Vigilância de Zoonoses) realiza neste sábado, das 10h às 15h, um plantão no Residencial Servantes II, em Presidente Prudente, para coleta de sangue destinada ao diagnóstico da LVC (leishmaniose visceral canina) e microchipagem de cães com seis meses de idade ou mais. Outras ações de combate à doença seguem sendo realizadas na região.
O plantão ocorrerá na Rua Victório Andreasi Netto, no pátio da Igreja Santo Expedito, e é voltado principalmente aos moradores que não poderão receber as equipes durante as visitas domiciliares. Desde o fim de junho, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) intensificou as ações nos bairros Residencial Balneário e Residencial Servantes II após a confirmação naquela região do primeiro caso humano de leishmaniose em 2026. O paciente, um homem de 24 anos, recebeu atendimento e já teve alta hospitalar.
"É muito importante que os responsáveis levem seus animais para o plantão, especialmente aqueles que não conseguem permanecer em casa durante as visitas das equipes", orienta o gerente da UVZ, Romário da Silva.
Além da coleta de sangue, as equipes da Sesau realizam visitas porta a porta para orientar a população sobre as formas de prevenção e executa a borrifação de inseticida nos imóveis para eliminar o mosquito-palha, transmissor da doença. Aproximadamente 300 residências serão atendidas.
De acordo com a UVZ, em 2025 foram confirmados 387 casos de leishmaniose visceral canina e três casos humanos. Em 2026, até o momento, o município registra 117 casos da doença em cães e um caso humano.
A Vigilância Epidemiológica reforça que a leishmaniose não é transmitida diretamente dos cães para as pessoas. A infecção ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada. Por isso, manter quintais e terrenos limpos é uma medida importante para impedir a proliferação do vetor.
A recomendação é evitar o acúmulo de folhas secas, restos de poda, galhos, fezes de animais, lixo orgânico, entulhos e materiais armazenados em locais úmidos e sombreados, que favorecem a reprodução do mosquito.
Outra medida importante é o uso de coleiras repelentes específicas para leishmaniose nos cães, disponíveis em pet shops, as quais ajudam a reduzir o contato dos animais com o vetor.
Os responsáveis devem ficar atentos aos sinais da doença nos cães, como emagrecimento, feridas de difícil cicatrização, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas, perda de apetite, sangramentos nasais e alterações oculares. Como alguns animais podem não apresentar sintomas, a realização de exames periódicos é importante para o diagnóstico precoce.
Nos humanos, a doença se manifesta a partir de febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular e anemia. Conforme o Ministério da Saúde, apesar de grave, a leishmaniose visceral tem tratamento para os humanos. Ele é gratuito e está disponível na rede de serviços do SUS (Sistema Único de Saúde). Os medicamentos utilizados atualmente para tratá-la não eliminam por completo o parasito nas pessoas e nos cães. No entanto, no Brasil o homem não tem importância como reservatório, ao contrário do cão, que é o principal reservatório do parasito em área urbana.