O Sesc Thermas de Presidente Prudente prepara um fim de semana com ações que valorizam a música nordestina, a produção local e espetáculo de palhaçaria. Neste sábado e domingo, a unidade oferece ações como troca de resíduos por mudas e sementes, show de forró com a cantora piracicabana Vitória e, encerrando, a apresentação circense repleta de humor, poesia e representatividade. Tudo de graça.
Hoje, das 9h30 às 13h, o Quintal recebe mais uma edição da Feira de Pequenos Produtores, iniciativa que aproxima agricultoras, agricultores, artesãs, artesãos e consumidores da região. Realizada todos os meses, a ação fortalece a agricultura familiar agroecológica, incentiva práticas sustentáveis e amplia o diálogo entre o campo e a cidade por meio da comercialização de alimentos e produtos artesanais, como hortaliças, queijos, pães, queijos, biojóias, geleias entre outros produtos.
À tarde, às 16h, a Área de Convivência recebe o show "Vitória faria um forró". A musicista, compositora e acordeonista, Vitória Faria, celebra 20 anos de trajetória artística revisitando o universo do forró por meio de suas memórias afetivas. O repertório percorre referências construídas ao longo da carreira, marcada pela convivência com o teatro popular, os mamulengos e as viagens pelo Brasil, em uma apresentação gratuita e livre para todos os públicos.
Encerrando o fim de semana, no domingo, às 16h, a Trupe Liuds sobe ao palco com o espetáculo circense “Mjiba – A boneca guerreira”. Neste enredo, dois palhaços carteiros encontram uma encomenda sem remetente que guarda uma boneca negra.
A descoberta conduz o público por uma narrativa sensível e bem-humorada, que reflete sobre a ancestralidade, a identidade e os desafios enfrentados pelas mulheres negras, como a desvalorização do trabalho doméstico e a imposição de padrões estéticos. Ao unir comicidade, teatro e circo, a montagem convida crianças, jovens e adultos a refletirem sobre representatividade, respeito e diversidade por meio de uma experiência envolvente e acessível.
"Em 'Mjiba – A Boneca Guerreira', utilizamos a linguagem do palhaço para provocar o riso e, ao mesmo tempo, abrir espaço para conversas sobre ancestralidade, identidade e representatividade. Acreditamos que o circo pode ser uma ferramenta potente para aproximar pessoas e despertar reflexões de forma sensível e acolhedora", afirma o ator Valmir Cruz.
A Trupe Liuds foi criada em 2006 com a missão de ampliar o acesso à arte circense nas periferias de São Paulo. Formado por artistas e palhaços negros, o grupo desenvolve uma pesquisa que reúne elementos do circo tradicional e contemporâneo, manifestações da cultura popular e a linguagem do palhaço para abordar temas ligados à cultura afro-brasileira e às questões sociais. Ao longo de quase duas décadas de trajetória, a companhia percorreu diversas cidades brasileiras e outros países, além de manter ações formativas voltadas a crianças e jovens.
Estevão Salomão

Hoje, das 9h30 às 13h, Quintal recebe mais uma edição da Feira de Pequenos Produtores
Ulises Sulivan

Dois palhaços carteiros encontram uma encomenda sem remetente que guarda uma boneca negra