Simplício, o homem de Itu

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COLUNA - DignaIdade

Data 10/02/2026
Horário 07:09

O humorista brasileiro Simplício (1916-2004), nasceu em Itu, e foi o responsável em deixar a cidade com a fama de que lá tudo é grande. Iniciou sua carreira artística no circo, onde foi descoberto por Manoel de Nóbrega, o criador da “Praça da Alegria”, onde criou o personagem Osório de Itu, que exagerava no tamanho dos objetos de Itu. Ao lado da mulher Ofélia, ele dizia ao interlocutor: “Ofélia, mostra o tamanho da abóbora de Itu”. A atriz abria os braços para mostrar: “É, assim, ó”, e era corrigida pelo comediante: “Não, mulher, esta é a pitanga, tô falando da abóbora”. Ao promover a cidade, Simplício se tornou muito querido entre seus conterrâneos, chegando a ser secretário municipal de Turismo e Cultura. Trabalhou nas diversas emissoras de TV como Record, Bandeirantes, Tupi, Globo e SBT, e já, idoso, permaneceu no banco de “A Praça é Nossa”, ao lado de Carlos Alberto onde também fez sucesso interpretando o menino Rosauro, que dizia os bordões: “Oh hómi”, “Pir-corococór”, quando ouvia alguma mentira.  

Coluna do Idoso
    
Comunidade, relações e amizades 

Ter amigos para enfrentar momentos felizes ou desafiadores aumenta a qualidade de forma perceptível. É importante buscar fazer novos amigos todos os anos. Cada amigo traz uma curadoria de temas inerentes à sua trajetória. Portanto, quanto mais diversa a sua rede de afetos, mais amplas as suas possibilidades. Ter relações e amizades é fundamental para a saúde mental e física, combatendo a solidão, reduzindo o estresse e o impacto de doenças cognitivas. Amigos oferecem suporte emocional, aumentam a autoestima e promovem incremento na longevidade. Para isto, é preciso saber cultivar as amizades na velhice, pois não basta cruzar os braços e ficar esperando ser regado por afetos não cultivados. É importante ter contato frequente com os amigos, quer seja enviando mensagens ou realizando visitas para estreitar laços. A realização de atividades conjuntas também é etapa importante de estreitamento, como participar de festas, clubes, ações voluntárias, grupos de terceira idade, comunidades religiosas ou simples atividades físicas. É importante buscar interesses comuns e estar aberto para novas amizades, sem querer cultivar apenas os mesmos amigos do passado. A resiliência na amizade também é importante, pois mesmo diante de perdas, é necessário continuar mantendo contato com os cônjuges e familiares dos entes perdidos. Para muitos idosos, principalmente aqueles sem família, particularmente sem filhos ou da comunidade LGBTQIA+, os amigos se tornam o principal suporte, funcionando como uma família escolhida, baseada em interesses e experiências compartilhadas. Amizades genuínas ao envelhecer constituem um espaço seguro para expressar sentimentos, preocupações e conquistas. Quando os familiares inexistem ou são ausentes, os amigos se tornam os principais elementos de convivência de quem está no processo de envelhecimento. Conecte-se.

Dica da Semana

Novelas – Streaming

“Dona Beja”: 
Estreou na HBO Max, esta nova versão, baseada na novela original “Dona Beija” de 1986, escrita por Wilson Aguiar Filho. Quarenta anos depois, a história continua provocando encanto, com o drama de Ana Jacinta, a Dona Beja (Grazi Massafera) que sofre abuso e acaba virando cortesã em Araxá, dona da famosa Chácara do Jatobá, impiedosa e vingativa. No elenco, a presença de atores maduros como Roberto Bontempo (José Alves), Virgílio Castelo (Ouvidor Motta), Deborah Evelyn (Ceci), Isabela Garcia (Genoveva), Otávio Muller (Juiz Honorato), Bukassa Kabenguele (Coronel Paulo Sampaio), Werner Schunemann (Botelho) e Elizabeth Savalla (Madame Constance).  

 


 

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