O último dia da Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne) de 2026, nesta sexta-feira, foi marcado pela realização do 4º Simpósio ReprodOeste – Edição Fêmeas Precoces, um dos principais encontros técnico-científicos da programação voltados à reprodução animal e à pecuária de corte. O evento reuniu pesquisadores, profissionais, produtores rurais e estudantes para discutir as principais inovações que vêm transformando a eficiência reprodutiva dos rebanhos bovinos.
Inserido na programação oficial da feira, o simpósio foi organizado pelo grupo de estudos ReprodOeste, da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), sob coordenação da professora Caliê Castilho Silvestre, promovendo a aproximação entre a produção científica e a aplicação prática nas propriedades rurais.
Ao longo do dia, especialistas abordaram temas como fisiologia reprodutiva, manejo de novilhas, nutrição aplicada à precocidade sexual, protocolos reprodutivos, biotecnologias da reprodução, seleção genética e estratégias para ampliar a produtividade de forma sustentável.
Na abertura do simpósio, a coordenadora do curso de Zootecnia EAD (educação a distância) Semipresencial da Unoeste, professora Ana Claudia Ambiel Corral Camargo, destacou a importância da participação da universidade na Feicorte e o papel do ReprodOeste na formação acadêmica e no fortalecimento da cadeia produtiva.
“A Unoeste é uma universidade de 50 anos, reconhecida entre as melhores instituições particulares do Brasil, e sempre busca estar presente junto à sociedade. A participação consecutiva na Feicorte demonstra esse compromisso. O ReprodOeste, liderado pela professora Caliê e pelos estudantes, realiza um trabalho marcante que fortalece a presença da universidade dentro da cadeia produtiva da pecuária”, afirmou.
O simpósio também proporcionou um ambiente de atualização profissional e de integração entre universidade, pesquisadores e setor produtivo, incentivando a difusão de tecnologias capazes de aumentar a eficiência dos sistemas de produção bovina.

Foto: Ector Gervasoni - Evento proporcionou a estudantes contato com pesquisadores, empresas e profissionais do setor
Primeira palestrante do evento, a professora Caliê explicou que a temática escolhida nesta edição possui impacto direto na produtividade da pecuária de corte.
“A precocidade sexual permite que a fêmea tenha o primeiro parto mais cedo. Isso é extremamente importante porque quem sustenta economicamente a pecuária de corte é o bezerro comercializado. Trabalhar com precocidade significa investir em melhoramento genético e também em sustentabilidade, já que animais mais eficientes produzem descendentes que chegam mais cedo ao abate, reduzindo o tempo de permanência no sistema produtivo e os impactos ambientais”, explicou.
A programação reuniu palestras sobre gestão reprodutiva de novilhas precoces, melhoramento genético, eficiência alimentar, multiplicação genética e tendências da reprodução bovina, encerrando-se com uma mesa-redonda entre especialistas da área.
Além da atualização técnica, o ReprodOeste proporcionou aos estudantes uma oportunidade de vivenciar um dos maiores eventos da pecuária nacional, ampliando o contato com pesquisadores, empresas e profissionais do setor.
Para a professora Caliê, essa vivência contribui diretamente para a formação dos futuros médicos-veterinários e zootecnistas.
“Participar de uma feira da importância da Feicorte permite que os alunos façam networking, adquiram conhecimento e vivenciem a prática profissional. Os integrantes do ReprodOeste mergulham na área da reprodução animal durante todo o ano e acabam construindo uma paixão pela pesquisa e pela pecuária. É muito gratificante transmitir esse legado e ver que muitos deles seguirão carreira nessa área”, destaca.
Consolidado desde 2024 como um espaço de atualização técnica, o ReprodOeste reúne médicos-veterinários, zootecnistas, pesquisadores, estudantes e produtores rurais, reforçando, conforme a universidade, "a contribuição da Unoeste para o desenvolvimento científico e tecnológico do agronegócio brasileiro".

Foto: Ector Gervasoni - Caliê diz que precocidade implica em melhoramento genético e sustentabilidade