Temos respostas?

OPINIÃO - Paula Carneiro

Data 17/02/2026
Horário 05:00

A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou a investigação sobre a morte brutal do cão comunitário Orelha e os maus-tratos cometidos contra o cachorro Caramelo, na Praia Brava, em Florianópolis. Mas, temos respostas?
Um adolescente foi apontado como responsável pela agressão do cão Orelha, quatro adolescentes foram responsabilizados por maus-tratos e mais três adultos foram indiciados sob suspeita de coagir testemunhas. Mas a investigação foi justa? Será que foi somente uma pessoa que fez tudo aquilo com o cão Orelha, ou é mais um caso onde pegam um “laranja” para assumir toda responsabilidade?!
Claro que não houve justiça! Muitos foram os atropelos: primeiro a demora da polícia em agir e só dando resposta depois de muita pressão popular e vídeo do porteiro com áudio e fotos na rede social. Em seguida, a juíza atrapalhou as investigações e foi substituída. Também declararam que tinham mil horas de gravações a serem analisados pelos peritos e, posteriormente, adultos também foram indiciados por coagir testemunha, numa tentativa clara de atrapalhar a investigação. Assim foi o início das investigações e, depois de constatarem as barbáries, ilustríssimo governador se Santa Catarina assistiu aos vídeos e declarou publicamente que ficou com o estômago “embrulhado” ao ver cenas e indicou adolescentes como responsáveis pela morte do cão. 
Enquanto isso, a população nacional clamava por justiça a um cãozinho que só queria brincar, amar e não tinha maldade. Todos esperando uma investigação justa e esclarecedora dos fatos e foi aí que veio a “bomba”. O “Fantástico” apresentou a matéria do caso, mostrando os protestos por todo Brasil e pasmem: a entrevista com os policiais à frente do caso relatava a inexistência de provas, vídeos e testemunhas. Inocentando os adolescentes e apontando apenas um deles como autor da barbárie. Como evidências tão importantes podem simplesmente “não existir mais”? Atitudes assim ferem a confiança pública e desrespeitam o dever de cumprir e fazer cumprir a lei. Diante disso, fica a pergunta: quem abafa crimes merece ocupar tal função? E não deveria também ser responsabilizado?
Sendo assim, nos perguntamos se a investigação foi justa. De modo algum, foi uma investigação justa. Um só que torturou e levou à morte o cão Orelha? Estão querendo subestimar a inteligência de toda uma nação? É o dinheiro podre das elites que está calando a boca das autoridades?
Orelha morreu após um trauma violento na cabeça. Não foi acidente e muito menos “brincadeira” de adolescente. Foi violência contra um ser vivo. E violência, independente de qual espécie é vítima, é crime.
Para o dia 10 de fevereiro está programada uma manifestação expressiva, em Florianópolis, por defensores da causa animal, uma vez que, agora o caso foi para o Ministério Público, que admitiu inconsistências na resolução do caso. Seria o MP responsável pela grande reviravolta no caso? Com novo olhar sob o caso, resta saber: o que será feito agora? O que, de fato, será julgado?
Atenção! Caro leitor, esse ano tem eleição e quem está no congresso tem que mudar as leis, ECA e maioridade penal, pois quem agride animal precisa saber: não haverá silêncio, não haverá esquecimento e não haverá impunidade. Digite nas redes sociais #federalizaçãodocasoorelha.

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