Universitários desenvolvem tecnologia que mapeia áreas com maior risco de incidência de dengue

Ferramenta concebida por estudantes, mestrandos e doutorandos da Unesp de Prudente foi apresentada neste mês à Vigilância Epidemiológica Municipal

PRUDENTE - DA REDAÇÃO

Data 22/07/2026
Horário 16:46
Foto: FCT/Unesp
Ferramenta digital poderá auxiliar no planejamento de ações de prevenção e controle da dengue
Ferramenta digital poderá auxiliar no planejamento de ações de prevenção e controle da dengue

A dengue continua sendo um dos principais desafios para a saúde pública em Presidente Prudente e região. E foi pensando nisso que a Liga Acadêmica Health Tech, do Departamento de Estatística da FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista), desenvolveu uma ferramenta digital voltada à VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal). A tecnologia identifica áreas com maior risco de proliferação do mosquito transmissor, auxiliando no planejamento de ações de prevenção e controle da doença.

O projeto de extensão é interdisciplinar e desenvolvido por 18 estudantes de graduação e pós-graduação, sob a supervisão do professor Ricardo Puziol de Oliveira. Participam alunos dos cursos de Estatística e Ciência da Computação da FCT, além de mestrandos em Matemática Aplicada e Computacional e doutorandos do Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento da FCT/Unesp e em Estatística e Experimentação Agronômica da USP (Universidade de São Paulo). 

O trabalho teve início em março de 2025, quando integrantes da liga realizaram a primeira reunião com a Vigilância Epidemiológica para compreender como os dados eram coletados, organizados e tratados. Com essas informações, a equipe elaborou a proposta inicial, aprovada pelo órgão municipal em maio do mesmo ano. Na sequência, o projeto foi submetido à Proec (Pró-reitoria de Extensão Universitária e Cultura), dando início às produções em junho de 2025.

Ao longo do projeto, a liga trabalhou em análises exploratórias, espaciais e preditivas dos dados, culminando na criação de um dashboard apresentado à Vigilância Epidemiológica de Prudente em 2 de julho de 2026. “Ver os profissionais da Vigilância Epidemiológica satisfeitos com a ferramenta que geramos e animados em poder usá-la em seu dia a dia foi muito gratificante para nós”, relata a estudante de Estatística e presidente da liga, Maria Júlia Pompei. 

Próximas etapas

As próximas etapas do projeto incluem a apresentação da ferramenta à Secretaria Municipal de Saúde e a elaboração de uma proposta para garantir a continuidade e a ampliação do estudo. Após esse processo, o trabalho deverá ser novamente apresentado às autoridades de saúde, incorporando os avanços desenvolvidos pela equipe. 

Para o orientador, o projeto vai além da formação acadêmica dos estudantes, gerando benefícios para toda a comunidade. “A dengue continua sendo um desafio para a saúde pública. Trabalhar em parceria com a Vigilância Epidemiológica permite identificar áreas de maior risco, orientar a população e fortalecer as ações de prevenção”, reforça Ricardo. 

Liga acadêmica

Além do desenvolvimento de projetos tecnológicos, a Liga Health Tech busca aproximar a universidade da sociedade por meio de atividades de ensino, pesquisa e extensão. Entre as ações promovidas pela liga, estão exposições, oficinas, congressos e iniciativas voltadas à divulgação científica, contribuindo tanto para a formação dos estudantes quanto para o atendimento às demandas da comunidade. 

“Na graduação, nós aprendemos toda a base teórica da estatística, mas a liga é o nosso laboratório real. É onde esbarramos nos problemas do dia a dia, como inconsistências nas bases e mudanças de formulários, e onde aprendemos a traduzir os resultados dos modelos e testes para as pessoas”, pontua Maria Júlia.

Foto: FCT/Unesp - Tecnologia é desenvolvida pela Liga Acadêmica Health Tech

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