Varejo paulista deve crescer 6% em 2020

Contexto Paulista

COLUNA - Contexto Paulista

Data 18/01/2020
Horário 05:22

Em 2020, o ritmo das vendas no varejo paulista tende a seguir um comportamento similar ao observado no ano passado, e com isso o faturamento do comércio pode ser 6% superior aos números previstos para 2019, estimado em R$ 741,4 bilhões pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). De acordo com a entidade, a previsão é que o comércio no Estado de São Paulo vai lucrar R$ 42 bilhões a mais e bater o faturamento real de R$ 783 bilhões.

Melhoria do cenário
A estimativa da Fecomercio leva em consideração a melhora do desempenho da indústria e as expectativas de redução de gastos públicos por meio de medidas que acelerem concessões e privatizações de determinadas estatais, além do possível avanço nas taxas de emprego e a queda do índice de inadimplência.

Desempenho em 2019
Todas as regiões do Estado e os nove segmentos analisados tendem a fechar o ano com dados positivos. Destaque para os bens duráveis, que devem apresentar alta de 8%, enquanto os semiduráveis e não duráveis podem registrar elevação em torno de 5%. O grupo de supermercados deve deixar a maior contribuição para o setor em 2019, com mais de R$ 244 bilhões de faturamento. Caso as perspectivas se confirmem, o setor terá faturado R$ 40 bilhões a mais em 2019 em comparação com 2018. Se esse desempenho se concretizar, será o maior crescimento do comércio varejista nos últimos oito anos.

Agronegócio dispara
O VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) encerrou 2019 com R$ 630,9 bilhões, 2,6% acima do obtido no ano anterior. De acordo com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o valor é recorde para a série histórica, iniciada em 1989, superando o VBP de 2017, de R$ 627,1 bilhões. No ano passado, as lavouras geraram um valor de R$ 411,1 bilhões e a pecuária, R$ 219,8 bilhões.

O que é o VBP
O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Ele é calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil. O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), da Fundação Getulio Vargas. A periodicidade é mensal.

Milho e pecuária
O Departamento de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola, destaca que 2019 foi marcado pelo crescimento extraordinário do faturamento do milho e o desempenho também excepcional da pecuária, com crescimento real de 9%. Outros produtos que mais se destacaram foram algodão, amendoim, banana, batata-inglesa, feijão, mamona e tomate.

Fatores externos
Para o ministério, pode-se atribuir como força propulsora do crescimento, em grande parte, o aumento das vendas para o mercado internacional, que nos últimos meses de 2019 teve forte impacto na alta da pecuária – destacam-se a expansão das exportações de carne bovina, suína, frango, bem como o aquecimento do consumo interno de ovos. São Paulo está entre os estados que lideraram a participação no VBP em 2019.

Previsão para 2020
Os indicadores de safra e de preços agrícolas mostram estimativas preliminares para o VBP de 2020 em R$ 674,8 bilhões, 7% superior na comparação com o de 2019. As lavouras têm previsão de crescimento de 4,6% e a pecuária, 11,3%. Entre os produtos que apresentam melhor previsão de crescimento estão o café e a soja, que devem ter ganhos de 37,6% e 15%, respectivamente.

Investimento no Interior
A Ascenty, empresa de data centers com foco na América Latina, adicionou mais um data center ao seu conjunto de infraestruturas. Localizada em Vinhedo, no mega campus da companhia no município, a unidade entrará em operação no segundo semestre de 2020.

Aviões para a Azul
O presidente da Azul, John Rodgerson, confirmou que a companhia acrescentou 24 aeronaves à encomenda já feita de 51 jatos E195-E2 da Embraer, fabricados em São José dos Campos. Com isso, o contrato entre a Azul e a Embraer chega a 75 aeronaves, e tem valor estimado de US$ 4,7 bilhões - R$ 19,6 bilhões na atual cotação. A companhia aérea se transforma na maior operadora do mundo do novo jato comercial da Embraer, o E195-E2.

Café bombando no porto
Mais de 31,6 milhões de sacas de 60 kg (quilos) de café foram exportadas pelo Porto de Santos durante todo o ano passado. O volume é 10% maior do que as 28,7 milhões de sacas escoadas em 2019, segundo o jornal “A Tribuna”, de Santos. O cais santista é responsável por 78% os embarques nacionais da commodity, que atingiram 40,6 milhões de sacas no país.

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