Vocação do aeroporto prudentino

OPINIÃO - Renato Mungo

Data 19/01/2021
Horário 05:00

Como já sabido, o Aeroporto Adhemar de Barros de Presidente Prudente é o terceiro mais movimentado do interior do Estado de São Paulo. Além de receber voos do Boeing 737 desde 2019, em dezembro passado foi anunciado que as pistas prudentinas servem de pousos e decolagens para outras aeronaves de grande porte, como o modelo Airbus A320-251N, da Azul Linhas Aéreas, permitindo novos voos diretos para o Nordeste do país, pelo menos até fevereiro de 2021.
A aeronave tem capacidade para transportar até 174 passageiros, fazendo com que o aeroporto prudentino entre no mapa das rotas prestigiadas pela companhia. Isso tudo demonstra o potencial do nosso aeroporto e é, sem dúvidas, uma grande valorização regional.
São exemplos como este que reafirmam a necessidade de melhorias, como a construção de um novo terminal de passageiros, o que foi solicitado ao (agora extinto) Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) a abertura do edital de 2020. No entanto, o que foi inserido no processo de concessão de 22 aeroportos paulistas, ao invés disso, é previsto uma mera ampliação, como popularmente dito: um “puxadinho”. 
Destacamos que um novo saguão não seria apenas esteticamente mais bonito, mas também, ofereceria maior conforto aos passageiros, dando condições para o município receber conexão de voos. 

Um novo saguão não seria apenas esteticamente mais bonito, mas também, ofereceria maior conforto aos passageiros

Também é importante reforçar que o governo municipal doou uma área para ampliação total do aeroporto, cuja parte é destinada para a construção de uma nova unidade da Receita Federal, integrando com um posto de alfândega, bem como ao antigo sonho de um Porto Seco, fomentando a economia, o desenvolvimento regional, e propiciando centenas de empregos.
Com essa modernização, fixamos o olhar em um HUB de transportes multimodal, interligando o Aeroporto de Presidente Prudente, Porto de Presidente Epitácio (Rio Paraná) e a Ferrovia trechos Epitácio x Ourinhos x Sorocaba e a Ferrovia Norte/Sul, em instalação.
Nós, enquanto entidade e sociedade civil organizada, temos o direito e o dever de cobrar devolutivas para ambos os projetos, a fim de que não resulte em um trabalho perdido e retrocesso municipal de maneira que continuamos em nossas cobranças.


 

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