“Quando a esmola é demais o santo desconfia”

  • 20/10/2019 04:00

Quando o assunto é ganância por dinheiro aliado à falta de caráter, as barreiras são ultrapassadas. Prova disso é que até mesmo os centros religiosos, local esse que é e deve ser respeitado - independente da religião -, não escapam das tentativas de golpes. Na edição de ontem, por exemplo, o jornal O Imparcial trouxe um alerta da Receita Federal, envolvendo o Santuário de Santo Expedito, na cidade da região que leva o nome do santo, e que quase caiu numa armadilha.

Pra contextualizar, trata-se de uma situação em que um padre do município notificou o órgão, informando que recebeu o contato de uma pessoa, que supostamente viria de Santa Catarina, se passando por um delegado de Alfândega da Receita Federal. E o golpe, no caso, consistia em uma oferta de doação para a paróquia, no qual falso agente dizia ter efetuado grande apreensão de mercadorias e que essas, por sua vez, seriam destinadas à igreja. Contudo e para tanto, seria preciso que o centro religioso arcasse com os custos de alimentação dos motoristas dos caminhões e combustível da viagem, que ficaria em torno de R$ 5 mil a 6 mil.

Felizmente a situação foi notificada e a igreja saiu ilesa no caso. Mas o que se vê é a expansão de oportunistas, tentando lucrar a partir da boa vontade de inocentes. E é como ocorrem todos os dias em pequenos casos, nos estelionatos diários envolvendo principalmente idosos, mas que geram grandes prejuízos.

Nisso abre-se também a oportunidade de discutir a prevenção desse grupo. O que tem sido feito para amenizar a situação, uma vez que as tentativas e a consumação de golpes acontecem todos os dias? E para coibir as situações?

O essencial e o que deve ser sempre compartilhado é a necessidade de sempre desconfiar de boas práticas que, a olho nu, parecem e são fáceis demais e com benefícios baratos, mas que vão dispor de uma contrapartida duvidosa, que vai gerar um prejuízo. O ditado “quando a esmola é demais o santo desconfia” nunca fez tanto sentido.