Combate à desigualdade de gênero deve ocorrer em todos os espaços

  • 23/10/2019 04:00

Embora as mulheres tenham conquistado seu próprio espaço no mercado de trabalho, a desigualdade de gênero ainda é uma realidade dentro das empresas. Manchete de O Imparcial de domingo revelou que a média salarial de homens empregados no setor formal de Presidente Prudente é superior à das mulheres. De acordo com a reportagem, enquanto a remuneração média deles é de R$ 2,7 mil, a delas é de R$ 2,4 mil. A diferença é mais expressiva quando considerados os cargos de direção. Nesse caso, o público masculino ganha, em média, R$ 8,4 mil, ao passo que o feminino, R$ 5,9 mil.

As informações têm como fonte o Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidades de Trabalho, plataforma lançada em agosto pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), com o objetivo de estimular as empresas a alterar as estruturas internas discriminatórias.

Por muito tempo, as relações humanas foram construídas sobre bases patriarcais, que ditaram inclusive quais deveriam ser os papéis dos homens e das mulheres dentro e fora de casa. Enquanto cabia a eles o ofício profissional visando o provimento da casa e da família, as mulheres eram encarregadas de administrar o lar e educar os filhos. Não há nada errado no fato de uma mulher querer cuidar dos assuntos domésticos, mas é importante entender que qualquer ser humano, independente do gênero, pode e deve ir além do que estipulam as convenções. Nesse contexto, a luta das mulheres ao longo dos séculos foi muito importante para o estabelecimento de um novo cenário, no qual elas podem votar, ter direito de voz e trabalhar.

Apesar destas conquistas revolucionárias, a desigualdade de gênero ainda se encontra presente em todos os espaços, situação que reflete dentro das empresas. Mesmo quando não estão em cargos inferiores aos dos homens, acabam recebendo salários menores pelo simples fato de serem mulheres. Na sociedade moderna, tais circunstâncias, além de incoerentes, são inadmissíveis. A produtividade e a remuneração de um colaborador não podem ser definidas com base na sua raça, cor ou gênero.

Nesse sentido, é fundamental que o diálogo sobre o tema permaneça continuamente aceso em todos os espaços – escolas, lares, ambientes de trabalho, entre outros – com o intuito de, juntos, todos proporem soluções para o combate à desigualdade de gênero.