Conselhos fazem ações para preservação de direitos

Evento, que ocorreu em Presidente Prudente, foi em alusão ao Dia Internacional pela eliminação da Discriminação Racial e o Dia Internacional da Síndrome de Down

VARIEDADES - WEVERSON NASCIMENTO

Data 22/03/2019
Horário 06:00
Weverson Nascimento: Obras de alunos do Cras do Alexandrina estavam expostas
Weverson Nascimento: Obras de alunos do Cras do Alexandrina estavam expostas

Em alusão ao Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e o Dia Internacional da Síndrome de Down, os Conselhos da Igualdade Racial, da Criança e Adolescente, Municipal do Idoso, e Municipal de Assistência Social promoveram uma ação conjunta para minimizar todos os tipos de discriminação. A ação, que ocorreu no teatro de Arena da Praça Nove de Julho de Presidente Prudente, visa demonstrar que todos esses órgãos trabalham em conjunto pelos direitos dos cidadãos prudentinos.

O evento contou também com apresentação da Banda da Polícia Militar, crianças do Projeto Aquarela, capoeira, além de exposição artística das obras produzidas pelos atendidos do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do Parque Alexandrina.

Segundo o organizador e presidente do Comir (Conselho Municipal de Igualdade Racial Prudente), Renato David, 55 anos, a importância desse projeto é não somente para exaltar o dia 21 de março, mas também realizar parcerias entre conselhos para serem órgãos multiplicadores de ações. “Quando você faz uma ação conjunta, você une forças por causas grandes e sensibiliza a sociedade e o poder público que a discriminação, seja ela de todas as vertentes, não devem acontecer ou existir.”

O vice-prefeito Douglas Kato (PTB) esteve presente e considerou que o governo de Prudente está empenhado através da casa dos conselhos em promover ações que transformem a sociedade. “Eu tenho a estrema consciência de que o mal nunca vai vencer o bem e enquanto governo nós temos feito a nossa parte. Atualmente, nós temos projetos como a Fundação Inova Prudente, que presta 2 mil atendimentos por semana para crianças do Cidade Escola, oferecendo atividades integrais e também as quatro praças da juventude que oferecem ações sociais como ferramenta de transformação”, diz.

Integrações

A Polícia Militar esteve presente na ação social a qual representa efetivamente a segurança pública e ambientação social e, dentro desses contextos, fazendo com que Prudente se torne mais segura.  O cabo e maestro da Banda Regimental de Música do CPI-8, Celso Ricardo Sant’ana, 44 anos, considera fundamental desenvolver projeto de educação cívica para que desta forma resgate o civismo. “Hoje, é muito importante para comunidade, a polícia estar presente e mostrar a sensação de segurança para, desta forma, baixar os índices de criminalidade, ou seja, um papel social essencial do policialmente comunitário”, pontua.

O coronel e comandante do CPI-8 (Comando do Policiamento Interior - 8), Adilson Luís Franco Nassaro, destaca que a Polícia Militar apoia todas as inciativas visando uma conscientização das pessoas quanto à importância da igualdade. “Nós temos públicos que são mais vulneráveis que outros, como crianças, idosos e adolescentes que também sofrem com a violência e a Polícia Militar procura interagir com todos esses órgãos prestando assistência social e trazendo uma maior dignidade a pessoa humana”, destaca.

A presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Ariane Jacintto, 32 anos, relata que a ideia foi trazer para o espaço a qual todos possam ver, o que hoje Presidente Prudente tem de ações que realçam a igualdade de todos. “O Conselho Municipal da Criança e do Adolescente atende 15 entidades cadastradas e mais de 30 projetos que no dia a dia realizam a diferença na vida dos atendidos”, frisa.

O Conselho Municipal de Assistência Social foi representado pela presidente, Paloma Campos, 25 anos, que destaca a importância de realizar uma ação integral e conjunta com todos os conselhos presentes. “Em síntese nós estamos aqui enquanto parceiros da sociedade e das instituições. Realizamos trabalhos para as famílias, crianças e adolescentes. Um trabalho de eficiência sempre na busca de realizar e ofertar um serviço para que a sociedade garanta seus direitos”, diz.

Arte e Resistência

O Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do Alexandrina levou até o local obras de crianças e adolescentes para discussão da mulher negra na sociedade. Segundo a educadora social e responsável pela exposição, Marcia Pantalião Obice, 42 anos, no projeto foi trabalhado a conscientização e sensibilização com o objetivo de desmistificar a ideia de que não existe o racismo na sociedade brasileira. “Então, a gente trabalha com as crianças e os adolescentes essa ideia, mostrando para eles que infelizmente a nossa sociedade é sim racista e que nós temos que trabalhar isso”, frisa.

Os trabalhos fazem parte das oficinas de artes e oficinas temáticas que juntas propõem o objetivo de difusão social. Atualmente, a instituição conta com 60 atendidos no período da manhã e da tarde. De acordo com a educadora outra importância da atividade é que eles procuram mostrar para as crianças a fim de que elas repassem aos pais as informações que aprenderam. “Nós buscamos sensibilizar porque conscientização é uma construção, então não da para gente com o trabalho, conscientizar, mas sim, sensibilizar a sociedade que infelizmente ainda há desigual”, salienta.

As obras no local fazem referência à Dandara, personagem importante para luta e resistência negra no Brasil, que reforça a beleza negra e toda força da mulher na sociedade. A aluna do Cras do Alexandrina, Maria  Joana Gomes da Silva, 12 anos, ressalta que sua obra é uma verdadeira forma de expressão, mas que a força maior é a de que não julguem as pessoas negras, mas sim apoiem todas as classes em desigualdade no Brasil. “A mulher negra é muito especial porque, além de eu ser negra varias pessoas também são e existem muitas pessoas em desigualdade no mundo”, diz.

Já o projeto Aquarela iniciou seus trabalhos com a música “Olhos Coloridos”, da intérprete Sandra Sá, apresentada por Adryan Lucas Martilho Oliveira, 13 anos. Segundo o coordenador geral do Projeto Aquarela, Fernando Diamante, 43 anos, a música acaba sendo um instrumento e um meio de inserção e junção onde é indiferente a questão de limitações. “É uma forma de mostrar que todos são iguais, independente de cor, raça, etnia. É uma maneira de divulgar e mostrar o quanto é essencial, ações que evolvam todas as classes” O projeto Aquarela atende , conta.270 crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, com 21 oficinas entre elas musicais, esportivas e culturais.

Para o público que acompanhou as apresentações, a ação mobiliza, discute e conscientizar sobre todos os tipos de discriminação. A aposentada, Rosimeire Chamim Resende, 70 anos, considera que a sociedade está vivendo um momento muito conturbado e ressalta. “É importante ver essas crianças que representam o começo da vida dando valor aos direitos sociais”, frisa.

Na ocasião houve também apresentações de capoeira do grupo coordenado pelo Mestre Branco.

 

 

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