Paulo Miguel -  Mato alto, sujeira acumulada nos degraus e corrimão bambo comprometem uso da escada

Foto: Paulo Miguel - Mato alto, sujeira acumulada nos degraus e corrimão bambo comprometem uso da escada

AVENIDA JK

Em mau estado de conservação, escada oferece riscos a usuários

A reportagem constatou que as instalações estão com mato alto, sujeira espalhada nos degraus, rachaduras no cimento e o corrimão bambo, além de não contar com iluminação adequada

  • 07/11/2019 09:55
  • PEDRO SILVA - Especial para O Imparcial

Uma escada na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Presidente Prudente, que teoricamente, era para trazer maior mobilidade aos moradores dos bairros Parque Cedral e Jequitibás II, está em mau estado de conservação, oferecendo riscos aos usuários. O local fica em frente a um ponto de ônibus, localizado diante da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). A reportagem constatou que as instalações estão com mato alto, sujeira espalhada nos degraus, rachaduras no cimento e o corrimão bambo, além de não contar com iluminação adequada.   

Segundo a autônoma Ana Paula Dias de Barros, 38 anos, o problema do local “já é antigo”, e ela “luta por melhorias há tempos, solicitando reparos à Prefeitura”. “Antes, nós só tínhamos uma escada feita no barro mesmo. Depois a concretaram, mas não colocaram um corrimão. Nós brigamos de novo e vieram instalar, até deixaram os corrimões aqui em casa durante um tempo por conta das chuvas”, detalha.

A moradora se diz preocupada com a situação da escada, que apresenta danos no corrimão devido, de acordo com ela, a um acidente com um caminhão, além do mato alto e precária iluminação, pois seus pais são idosos. “Eu tenho medo, porque minha mãe tem 70 e meu pai 74 anos, e ali não tem iluminação, nem firmeza para descer”.

TRANSTORNOS E

RISCOS À POPULAÇÃO

Os problemas de Ana Paula com a escada não se limitam à preocupação com os riscos de queda. Segundo ela, há pouco menos de um ano, devido à falta de iluminação do local, ela mesma caiu do local e quebrou o pé, “Eu tinha acabado de descer do ônibus, e estava tudo escuro. Fui me apoiar no corrimão, que já estava solto, porque um caminhão que estava entrando na Ceagesp bateu e derrubou o ponto de ônibus, eu perdi o equilíbrio e caí da metade da escada para baixo. Tive que levantar sozinha para procurar ajuda”, lamenta.

“Eu moro aqui há pouco mais de três meses, mas não utilizo muito a escada, eu prefiro descer pelo morro mesmo, porque o jeito dela é muito estranho”, declara Hércules David Badarô, 30 anos, vigilante. Ele comenta que o local é escuro, e oferece riscos aos idosos.

O QUE DIZ

A PREFEITURA?

Por meio da Secom (Secretaria Municipal de Comunicação), a Prefeitura informa que “a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos enviará equipes ao local para verificar que tipo de serviço precisa ser realizado para garantir a passagem dos pedestres com segurança”. Acrescenta que, ao contrário do que declara Ana Paula, não recebeu solicitações para averiguação no local.

A Secom ainda declara que “a Prefeitura busca manter todos os equipamentos públicos em adequado estado de conservação, no entanto, períodos chuvosos [que aceleram o crescimento do mato], a ação do tempo ou mesmo atos de vandalismo, dificultam os trabalhos das equipes de manutenção”. Explica que somente após a vistoria da Sosp (Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos), pasta responsável por esse tipo de pendência, será possível estimar e delimitar os tipos específicos de trabalhos a serem realizados no local.