Falsa sensação de alívio da pandemia pode comprometer resultados

EDITORIAL - Da Redação

Data 03/06/2020
Horário 04:21

Entramos hoje no terceiro dia de flexibilização das atividades econômicas na região de Presidente Prudente, conforme regulamentado pelo Plano Desenvolve Prudente, que permite ao comércio, prestadores de serviços e shopping centers, por exemplo, o retorno das operações, desde que respeitem a redução da capacidade de atendimento e os horários diferenciados.

Nesta primeira etapa, chamada de “fase amarela”, empresários e consumidores devem atender todas as recomendações sanitárias no decorrer de 14 dias. Caso os municípios apresentem um bom comportamento e os indicadores de Covid-19 permaneçam estáveis, há o avanço para fases ainda mais flexíveis.

Este progresso não será tão simples. Conforme mostrado na capa da edição de ontem do jornal O Imparcial, o calçadão de Presidente Prudente já amanheceu cheio no primeiro dia. O que se viu, além de muitas pessoas circulando pelo local, foi a presença de crianças e idosos, que deveriam zelar pelo distanciamento social neste período de pandemia.

Ainda que o movimento aquecido de consumidores seja importante para que as empresas aumentem seu faturamento após semanas com a arrecadação estacionada, um fluxo controlado é necessário para que lojas consigam permanecer abertas nas próximas semanas. Se houver um relaxamento do isolamento social, o que observaremos, na prática, é mais aglomerações de pessoas e, consequentemente, o aumento na quantidade de infecções. Com isso, é possível que tudo volte a fechar novamente visando o controle do número de transmissões.

Infelizmente, a reabertura do comércio e esse maior fluxo de pessoas nas ruas podem dar a falsa sensação de que a pandemia do novo coronavírus está ficando mais amena, quando, na verdade, a transmissão da doença permanece ativa e contínua. Basta constatar isso nos boletins epidemiológicos emitidos diariamente pelas prefeituras da região.

Enquanto não houver uma diminuição no número de casos, é fundamental que as pessoas prezem pelo distanciamento social, só saiam de casa se realmente houver necessidade e, quando houver, não levem a família inteira, principalmente crianças, idosos e demais grupos de risco. Nesse momento, precisamos agir com consciência em prol da economia e, ainda mais importante, da saúde pública.

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