Mortes no trânsito têm queda na região

Municípios da 10ª RA fecharam o primeiro trimestre com 21 óbitos decorrentes de acidentes em vias e rodovias

REGIÃO - ROBERTO KAWASAKI

Data 31/05/2020
Horário 18:48
Arquivo - No acumulado de janeiro a dezembro do ano passado foram 128 mortes no trânsito Foto: Arquivo - No acumulado de janeiro a dezembro do ano passado foram 128 mortes no trânsito

As mortes decorrentes de acidentes de trânsito tiveram queda no primeiro trimestre deste ano. É o que mostra um levantamento feito pela reportagem, com base no banco de dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito no Estado de São Paulo). De acordo com o balanço, nos primeiros três meses do ano foram 21 mortes, número 8,69% menor que no mesmo período do ano passado, quando somados 23 óbitos.

O balanço envolve municípios da 10ª RA (Região Administrativa) do Estado. Mesmo que a queda nos indicadores tenha sido mínima, a especialista em trânsito, Luciane Napolitano, avalia que é um fator positivo. “Comemoramos toda e qualquer redução no número de acidentes, cada vida é preciosa e precisa ser preservada.”, considera. Luciane ainda lembra que a solução para que os números continuem a cair é a educação, tema reforçado por diversos órgãos e especialistas ouvidos por este diário.

Ainda conforme o levantamento, no acumulado de janeiro a dezembro de 2019, a região catalogou 128 mortes – tendência que deve mudar neste ano, levando em consideração o período de isolamento social que pode interferir no fluxo de veículos. “Percebe-se menos veículos nas ruas, consequentemente, quanto menor o número de veículos circulando, menor também a quantidade de acidentes”, expõe a especialista.

“Acredito fielmente que, para que os números continuem em tendência de queda, é preciso manter esforços e investimentos para combater a violência no trânsito”. Uma das campanhas que reforçam a educação, é a do Maio Amarelo que, neste ano, teve as ações presenciais transferidas para setembro em decorrência da Covid-19.

ACIDENTES COM

MOTOCICLETAS

Das 21 mortes no trânsito neste primeiro trimestre, nove envolveram motocicletas, vitimando passageiro e/ou condutor. Conforme análise da especialista, apesar de o meio de transporte apresentar aspectos positivos, como a economia, facilidade e agilidade, tem como contrapartida a vulnerabilidade de quem pilota e está exposto.

“Para não se tornar vítima desses acidentes, maus hábitos precisam ser corrigidos, como circular entre os carros nos corredores, o uso incorreto do capacete e o excesso de velocidade”, orienta. “Grande parte desses acidentes acontece nos cruzamentos, se o motociclista não trafega em velocidade regulamentada na via, o tempo de frenagem é comprometido”.

“Pensar em segurança no trânsito é pensar na segurança de todos. É uma questão de empatia, respeito e cidadania que envolve muitos fatores. E nesse momento que estamos vivendo, adotar uma conduta prudente no trânsito é a maior prova de amor com si mesmo e com o próximo”, complementa a especialista.

Fonte: Infosiga

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