Quer se sentir feliz? Adote um pet

Não há nada de errado em comprar aquela raça que sempre sonhou, mas uma alternativa louvável é a adoção de um pet. E é sabido que há milhares de bichinhos precisando de um lar

VARIEDADES - OSLAINE SILVA - Da Redação

Data 08/05/2020
Horário 08:52
Cedida: Beco da Esperança: Observe esse olhar de Jimmy a espera de um lar! Foto: Cedida: Beco da Esperança: Observe esse olhar de Jimmy a espera de um lar!

Se os animais são excelentes companhias, verdadeiros amigos do homem em qualquer tempo, imagine neste período de pandemia em que as famílias estão dentro de casa por muito mais tempo que o habitual, não é mesmo? E não há nada de errado em comprar aquela raça que sempre sonhou, mas uma alternativa louvável é a adoção de um pet. E é sabido que há milhares de bichinhos precisando de um lar. Em Presidente Prudente há algumas cuidadoras que resgatam esses animais da rua, entidades e até mesmo o CCZ (Cento de Controle de Zoonoses), que viabilizam a adoção responsável de cães e gatos.

Gisela Sapede Rodrigues, 43 anos, vice-presidente da Associação de Proteção Animal Beco da Esperança expõe feliz pelo aumento em torno de 30% por informações a respeito da adoção. E dessa porcentagem, 10 % se concretizaram em um novo lar para os bichinhos. Ela acredita que isso se dá pelo fato de que com a pandemia as pessoas estão tendo a chance de se dedicar com mais calma na adaptação dos bichinhos no novo lar e estão dando mais valor a companhias tão verdadeiras quanto o que eles oferecem.

“Estamos apostando que mais pessoas venham a se interessar por adotar um ‘amiguinho’. O que nos deixa mais felizes é que o desejo não tem sido somente por filhotes. As pessoas estão mais abertas e têm se conscientizado de que os animais adultos também merecem amor e carinho. Às vezes até mais. Assim como estão optando mais pela adoção a comprar um bichinho de estimação”, salienta a vice-presidente do Beco.

Para Silvana da Silva Santos, mais conhecida como Silvana Ananias, uma protetora independente, em seu caso não teve o mesmo sucesso com doações. Há quase dez anos nessa luta cuidando, principalmente, de filhotes abandonados, ela diz que doou cerca de dez neste período. O que é o normal. “Sou independente, mas recebo ajuda de vários grupos atuantes na cidade, por isso para não ser injusta e esquecer de citar algum não vou mencionar nomes. No momento estou com mais de 30, inclusive uma cachorrinha paraplégica. É importante que todos saibam que temos uma união muito grande de protetores e grupos, mas nada cai do céu para as despesas. Não contamos com ajuda de governo, batalhamos com a promoção de rifas, doações da comunidade”, destaca Silvana.

NA CONTRAMÃO
Segundo a Secom (Secretaria Municipal de Comunicação) no CCZ, o cenário no mês de abril foi diferente, registando queda nas adoções. A média de animais adotados no local em 2019 foi de 14 animais por mês. Neste ano, em três meses, de janeiro até março a média computada foi de apenas 20 animais, considerando ainda que houve uma feira de adoção em 15 de fevereiro quando o centro de controle recebe animais para o evento em um volume maior do que o normal.

Contudo, a pasta menciona que pelo menos não houve muitas denúncias sobre animais soltos e maus tratos, situações que estão sendo atendidas pela Semea (Secretaria Municipal de Meio Ambiente). No mês de abril, a maioria dos cães que entraram no CCZ eram animais chipados que foram devolvidos aos seus tutores.

SERVIÇO
Quem tiver interesse em adotar um animalzinho do Beco da Esperança basta entrar em contato com a responsável pelas adoções, Luciana (18) 99772-7505. Visite o perfil da entidade no Instagram @becodaesperancapp.

 

NÚMEROS

30% foi o aumento

De interessados em informações sobre adoção no Beco da Esperança

10% destes

se concretizaram em um novo lar para os bichinhos da entidade

14 animais

foram adotados por mês em 2019, em todo primeiro trimestre deste ano apenas 20


 

 

 

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