Fiocruz/Arquivo - Mortes suspeitas pela doença na região aguardam confirmação

Foto: Fiocruz/Arquivo - Mortes suspeitas pela doença na região aguardam confirmação

CENÁRIO PREOCUPANTE

Região tem 3ª morte por dengue confirmada

Desta vez, vítima é uma idosa de 82 anos, moradora do Jardim Primavera, em Paulicéia

  • 27/02/2020 07:10
  • ROBERTO KAWASAKI - Da Redação

A Vigilância Epidemiológica de Paulicéia confirmou ontem a primeira morte por dengue registrada no município. Trata-se de uma mulher de 82 anos, moradora do Jardim Primavera. De acordo com o órgão municipal, no começo do mês ela havia procurado a santa casa por complicações de uma pneumonia, onde permaneceu internada até terça-feira da semana passada. Mas, retornou no mesmo dia em quadro de choque. Esta é a terceira morte por dengue confirmada neste ano na região.

Na quarta-feira, foi constatado que a idosa estava com dengue. Na declaração de morte, consta pneumonia, choque séptico, dengue e hepatite fulminante. Conforme a enfermeira da vigilância, Lourdes Coutinho, a confirmação do óbito pela doença foi feita pela Vigilância Epidemiológica de Dracena.

De acordo com o supervisor de Vigilância Epidemiológica de Paulicéia, Heberth Paulo dos Santos Silva, desde o começo do mês vem sendo feito mutirão de limpeza na cidade, inclusive, no Jardim Primavera, onde residia a vítima. Hoje, as atividades de nebulização devem ser retomadas após os dias chuvosos. “A maior parte dos focos encontrados está dentro das residências, principalmente nos quintais. A gente trabalha na conscientização, mas tem gente que não cuida”, lamenta Heberth. 

SITUAÇÃO

REGIONAL

A região já registrou cinco casos de morte suspeita por dengue neste ano, em quatro cidades. Do total, laudos do Instituto Adolfo Lutz confirmaram que dois óbitos foram causados por dengue do tipo hemorrágica. Dentre as vítimas está um idoso de 70 anos, morador de Osvaldo Cruz, e um homem de 48 anos, de Presidente Venceslau. Outro caso no município, que vitimou um homem de 43 anos, aguarda resultado do exame sorológico.

Em Presidente Prudente, a morte de uma idosa de 92 anos também é analisada, assim como em Pirapozinho, a morte de um idoso de 72 anos. Ainda, em Rancharia, um rapaz de 23 anos morreu com suspeita da doença.