TDAH atinge até 10% das crianças brasileiras

Prudente

| ROBERTO KAWASAKI - Da Redação

Uma doença crônica que causa dificuldade de atenção, hiperatividade e impulsividade. Entre os fatores de risco mais preocupantes destas consequências, está a saúde mental da criança, motivo que causa preocupação em muitos pais. Muita gente tem falado do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), siglas comuns no cotidiano moderno, no entanto, pode ser bastante perigoso se não for diagnosticado logo cedo.

Para a psicóloga Mariana Rodela, o transtorno não é considerado doença, uma vez que pode ser controlado a partir de condutas especializadas e medicação. Ela afirma que ele é bastante comum entre crianças e adolescentes, contudo, também pode aparecer na fase adulta, mesmo que com pouca frequência.

Conforme explica, os sintomas gerais comportamentais são a agressividade, excitação e a hiperatividade. Com relação à cognição, a criança apresenta dificuldade de concentração, esquecimentos, dificuldade para manter o foco, instabilidade de humor e, em casos especiais, “é comum que depressão e ansiedade estejam atreladas”. Para que problemas futuros não apareçam, o diagnóstico precoce deve ser feito o quanto antes, com o risco “de piorar e persistir por toda a vida”, explica Mariana.

Na visão do psicólogo Arnon Francisco de Melo, a criança que tem o transtorno precisa ser tratada e não controlada, porque “falar em controle dá a sensação de que alguém tem que ficar em cima prestando atenção”. Além disso, ele cita que não pode confundir “a criança levada” da hiperativa, porque as evidências são as mesmas. Ele conta que atualmente, muitas crianças têm sido diagnosticadas como hiperativas, mesmo não tendo o transtorno. Devido a essa confusão, o diagnóstico deve ser bem realizado por meio de diversos encontros com o especialista.

 

Dificuldades na escola

De acordo com a psicopedagoga Neuza Gibim, o transtorno de aprendizagem atinge de 5% a 10% da população brasileira e é percebido entre os 5 e 6 anos de idade. Ela explica que em uma sala com 30 alunos, no mínimo duas crianças podem estar com o TDAH, no entanto “não dá para achar que todas tenham o problema”.  Para a psicopedagoga, é possível que os pais e os professores percebam os sintomas que, mesmo após a consulta com o especialista “vai demorar um bom tempo para ter certeza do quadro clínico”, acrescenta.

Quem passou por esta situação foi a estudante Adriana dos Anjos, 35 anos. Quando a filha começou a frequentar a escola, percebeu que a criança sentia dificuldades em se concentrar nas aulas. Desta forma, foi orientada pela professora a levá-la para consulta em um psicólogo, pois tinha indícios de TDAH. Na busca pelo especialista, a criança foi diagnosticada com o transtorno e começou a tomar medicamentos que, segundo Adriana, deixou a filha “quieta demais”.

Preocupada, a mãe procurou auxílio a uma psicopedagoga, que indicou mais um medicamento. No entanto, Adriana preferiu cortar a medicação. “Hoje ela faz apenas tratamento psicológico”, finaliza.

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