“Amoreira”: confira quem faz parte do projeto

Música da banda Mocambo Groove estará disponível a partir desta sexta-feira, em todas as plataformas digitais, acompanhada de um videoclipe em formato de curta-metragem

VARIEDADES - DA REDAÇÃO

Data 17/07/2026
Horário 07:45
Foto: Divulgação/Marcel Sachetti
Direção de fotografia é assinada por Marcel Sachetti, responsável também pela foto escolhida para a capa oficial do lançamento 
Direção de fotografia é assinada por Marcel Sachetti, responsável também pela foto escolhida para a capa oficial do lançamento 

“Amoreira”, da banda Mocambo Groove, estará disponível a partir desta sexta-feira, em todas as plataformas digitais, acompanhada de um videoclipe em formato de curta-metragem, convidando o público a percorrer uma jornada onde cada gesto, cada objeto e cada silêncio se tornam parte de uma mesma reflexão: transformar o mundo talvez seja, antes de tudo, aprender a cuidar dele.

A composição, a letra, o roteiro e a direção do videoclipe são assinados por Rafael Batalini Costa, que conduz a obra a partir de uma pesquisa sobre cultura popular brasileira, educação, imaginário sertanejo e linguagem audiovisual.

A gravação reúne Rodolfo Charelli, responsável pelos vocais e sintetizadores, ampliando as atmosferas sonoras da composição. A percussão é assinada por Éder "O" Rocha, cuja interpretação reforça os elementos rítmicos ligados às manifestações populares brasileiras, enquanto os arranjos de flauta de Rabay acrescentam delicadeza e profundidade à paisagem sonora da obra. A gravação, mixagem e masterização foram realizadas por Lucas Abdala, no Estúdio Ialá, preservando a organicidade dos instrumentos e a atmosfera contemplativa da composição.

Toda a construção visual do curta também nasce desse universo simbólico. O figurino foi concebido pela figurinista Natalha Campos, que mergulhou profundamente na letra da música e nas referências do roteiro para criar um personagem marcado por tecidos desgastados, remendos, sobreposições e uma paleta de tons terrosos, roxos e verdes. Inspirada na vegetação que brota das rachaduras da terra, desenvolveu um figurino em que o verde emerge das fissuras do tecido como metáfora da vida que insiste em nascer nos lugares mais improváveis.

Os detalhes incluem elementos ligados diretamente ao universo da educação e do conhecimento, como colares confeccionados com lápis de cor, amarrações, sobreposições e acessórios carregados pelo personagem ao longo da caminhada.

A partir desse conceito inicial, o figurino foi confeccionado artesanalmente por Luciana Batalini Costa, que reinterpretou o desenho original com inteligência técnica, sensibilidade e soluções práticas, preservando toda a força poética da criação. Posteriormente, com a evolução dramatúrgica do personagem, uma segunda versão do figurino foi desenvolvida por Larissa Batalini Costa, mantendo a identidade estética da obra enquanto acompanhava sua transformação ao longo da narrativa.

A movimentação corporal do protagonista foi construída pela bailarina e coreógrafa Melissa Soares, cuja pesquisa transformou objetos cotidianos — como o cajado — em parceiros de cena, ampliando a dimensão simbólica da caminhada.

A direção de fotografia é assinada por Marcel Sachetti, responsável também pela fotografia escolhida para a capa oficial do lançamento nas plataformas digitais. Sua direção privilegia a luz natural do amanhecer e do entardecer, aproximando o sertão de uma paisagem contemplativa e atemporal.

A captação de imagens terrestres e aéreas ficou a cargo da Lacerda Films, utilizando câmera e drone para construir uma narrativa visual marcada pela contemplação e pela delicadeza dos movimentos. A edição e a color grading foram realizadas por Vitor Greter, responsável por unificar visualmente a obra e potencializar sua atmosfera poética. Augusto de Souza assina a contrarregragem e a codireção do projeto, contribuindo para a construção estética e narrativa do curta.

Reflexão

Mais do que apresentar uma canção, “Amoreira” propõe uma reflexão sobre o tempo, a memória, a educação e a esperança. Em um mundo marcado pela velocidade, a obra escolhe caminhar lentamente. Em tempos de excesso de informação, aposta na escuta. Em meio às paisagens áridas, insiste em cultivar uma pequena árvore. Ao final da travessia, permanece uma pergunta silenciosa: Quais esperanças ainda somos capazes de carregar?

Divulgação/Marcel Sachetti

Natalha Campos mergulhou na letra da música e nas referências do roteiro para criar um personagem marcado por tecidos desgastados, remendos e sobreposições

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