"Bela Vingança"

Cinemateca

COLUNA - Cinemateca

Data 12/05/2021
Horário 06:30

DIRETORA: 
Emerald Fennell tem sua estreia triunfal no cinema com “Bela Vingança” e já levou o prêmio de Melhor Roteiro Original na Oscar 2021. A diretora nos presenteia com sutilezas e desconfortos, finalizando o longa com “um gostinho de quero mais”. Ela aborda temas sensíveis e pautas importantes que muitas vezes são colocados como coadjuvantes.

DESCONFORTO:
Quando encontramos os clichês em frases tradicionais como “Devemos dar aos homens o benefício da dúvida”, vemos a nossa realidade inclusa ali, vemos que já conhecemos tudo aquilo, vemos que muitas vezes já lidamos com situações como essa e isso é o grande triunfo que fez a obra estar indicada nas maiores premiações do ano.

LUTO:
Conduzido por Carey Mulligan em sua melhor performance, Cassandra definitivamente não é o que aparenta ser. A jovem, que já inicia sua trajetória aparentemente bêbada, conduz um enredo poderoso onde o luto, a perda e a vingança comandam aquela realidade.

VINGANÇA:
Cenários coloridos e músicas dos anos 90 transportam o espectador a uma realidade sombria em que a impunidade continua vencendo. Motivada pela perda de sua melhor amiga, a protagonista embarca em uma jornada para fazer todos do passado pagarem pelo que fizeram. 

REALIDADE:
Ousadia é o que melhor define o final do filme, com o choque da realidade e a inquietação que ele causa. Por mais cruel, o desfecho se mostra necessário e toda a brutalidade faz com que ele fique mais poderoso.

CONCLUSÃO: 
É difícil escrever esta coluna se desviando dos spoilers, mas quando ela ensina aos “caras legais” que seus atos são criminosos, qualquer um com o mínimo de sensibilidade enxerga a necessidade de expor essas situações. “Bela Vingança” é o começo de uma carreira de sucesso de uma diretora que usa a perspicácia como sua melhor aliada.

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