"Champagne"

DignaIdade

COLUNA - DignaIdade

Data 11/05/2021
Horário 06:00

Algumas novelas fazem relativo sucesso quando exibidas, mas sem serem marcantes, e o tempo acaba por enterrar a lembrança. “Champagne” é uma delas. Primeira novela de Cassiano Gabus Mendes no horário das oito nunca foi reprisada e hoje se encontra esquecida pela maioria dos telespectadores que a viram entre 1983 e 84. A trama trazia Tony Ramos de bigode como Nil, um jovem trabalhador envolvido com três mulheres, a estudante Eli (Lúcia Veríssimo), a sofisticada Anita (Louise Cardoso) e a suburbana Marli (Solange Theodoro). Trazia também Irene Ravache e Antônio Fagundes como uma dupla de ladrões de jóias, em tom cômico, Antônia Regina e José Maria. Contudo, o grande entrecho da trama era descobrir quem matou uma garçonete durante uma festa há 17 anos, onde o pai de Nil, Gastão (Sebastião Vasconcellos) foi apontado como culpado. O rapaz o ajuda provar sua inocência e acaba por reunir uma lista de suspeitos, então amigos na época do crime (Carlos Augusto Strazzer, Jorge Dória, Mauro Mendonça, Cecil Tihré, Cláudio Corrêa e Castro e Nuno Leal Maia). No elenco estelar, a presença de Marieta Severo, Maria Isabel de Lizandra, Eloísa Mafalda e Beatriz Segall. E a marcante abertura ao som de Ritchie: Boa noite Rainha, como vai? Sou seu coringa, o seu ás...

“Rotina sem monotonia” 

Nem sempre rotina significa apenas repetição e tédio. A manutenção de hábitos e costumes pode trazer conforto e bem estar para muitas pessoas, pois permite organização e sistematização de atividades cotidianas que são repetidas. A manutenção de esquemas de comportamento e horários não precisa ser rígida ou inflexível, mas pode ser poupadora de tempo e de regularização de funções. Tem muita gente que se sente mais confortável com dias mais semelhantes entre si do que situações agitadas ou de novidades frequentes. Se por um lado a rotina pode ser útil para estruturação de ações, não precisa significar monotonia ou mesmice insossa. Rotina não pode gerar sensação de enfado ou inércia. É possível rechear a rotina com novidades eventuais e fugir da apatia e do comodismo. Uniformidades insípidas devem e podem ser evitadas com pequenas modificações de hábitos constantes. Não é preciso sair de sua forma de vida, planejar longas viagens ou passear e se divertir em locais diferentes sempre. Olhe ao seu redor e em si mesmo e imagine mudanças à toa: troque os móveis de lugar na sala, ouça músicas de ritmos diferentes, mude o canal de TV, experimente uma nova receita, prepare um ingrediente de uma forma não habitual, acorde uns dias mais cedo que o costume e em outros fique preguiçando na cama, mude a posição de dormir na cama, saia de seu sofá preferido, coma no quintal, ponha uma cadeira para fora de casa ou perto de uma janela ao sol, replante um vaso, ponha o arroz em cima do feijão ou o inverso, mude a mão de escovar os dentes, comece a separar o lixo orgânico do inorgânico, varra o quintal ou calçada quando tiver vontade, encaixe alguns movimentos de alongamento e ginástica em casa, tire um tempo para cochilar ou ficar quietinho, bata palmas na vizinha para dizer bom dia, mude o tipo de salada ou experimente um tempero novo. É preciso tentar inventando. 

Dica da Semana

Livros 

“Viver é Melhor que Sonhar”:
Últimos Caminhos de Belchior. Editora Sonora. Chris Fuscaldo e Marcelo Bortoloti. O livro narra os últimos dez anos de vida do compositor Antônio Carlos Belchior que tomou uma atitude insólita aos 60 anos: abandonou uma carreira consolidada, amigos e vida estável e confortável, para viver uma jornada incerta e anônima por diversos países da América do Sul. 
 

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