Um dos mais duradouros programas musicais da TV Brasileira foi o “Clube dos Artistas”, apresentado pela TV Tupi de 1952 a 1980 às sextas-feiras à noite, inicialmente por Jota Silvestre, mas que foi consagrado pela dupla de apresentadores Ayrton e Lolita Rodrigues (que também apresentavam o “Almoço com as Estrelas”, aos sábados), a partir de 1956. Era uma reunião de apresentações musicais, entrevistas e encontros entre artistas de diferentes gêneros. Como curiosidade, o quadro “Para quem Você Tira o Chapéu?” foi criado por José Messias para este programa em 1974 (embora muita gente o associe a Raul Gil). O programa permaneceu na grade da emissora até a falência da TV Tupi, e depois se transferiu para o SBT em 1983. Em 1985, o casal de apresentadores se separou, e a atração passou a ser comanda por outros nomes, como Sandra Bréa e Wagner Montes sem muita repercussão.
Urbanização e idosos
Há mais de três décadas estamos ouvindo que o Brasil está envelhecendo sua população e que precisamos nos preparar para isto, e muito pouco tem sido feito, em termos de ações públicas para esta efetivação. Com o envelhecimento populacional das cidades, enfrentamos desafio urgente de se adaptarem para acolher esta população idosa crescente, com o objetivo de assegurar mobilidade urbana, segurança e qualidade de vida. Contudo, muita pouca coisa foi feita para facilitar o direito de ir e vir dos idosos pelo caos das grandes cidades. A mobilidade do idoso é afetada por calçadas esburacadas, degraus em transporte público, travessias em semáforos sem tempos apropriados para idosos com dificuldade de locomoção (sempre calculados para indivíduos com marcha rápida) criando barreiras arquitetônicas que aumentam a exclusão social, favorecem quedas e impedem o acesso a bens públicos. Se a insegurança das ruas já provoca medo em pessoas jovens e saudáveis, que dirá em idosos, particularmente frágeis que têm apenas a alternativa de se trancarem dentro de suas casas, particularmente no período noturno. A falta de bancos suficientes em espaços públicos (como calçadões, praças, shoppings e parques) também dificulta a frequência dos idosos, bem como a ausência de banheiros públicos na grande maioria dos espaços públicos. Uma cidade para se tornar um ambiente urbano favorável para os idosos (age-friendly) deve se basear em quatro patamares principais: a-) acessibilidade e caminhabilidade; b-) participação social inclusiva do idoso em espaços culturais e de lazer; c-) saúde do idoso: criação de centros de atendimento do idoso e valorização da saúde do Envelhecimento em programas públicos envolvendo unidades básicas de saúde e hospitais; d-) melhora da segurança pública: com policiamento comunitário, fortalecimento dos canais de denúncia, notificação compulsória em situações de violência, criação de protocolos de segurança contra abusos financeiros.
Dica da Semana
Livros
“Como as músicas foram feitas”:
Autor: Raul Ruffo. As histórias por trás dos grandes sucessos da música brasileira. O autor conta os bastidores da criação de diversos clássicos da música popular brasileira, e as histórias inusitadas de suas criações, num total de 120 músicas e 360 páginas.