“Era a partida mais importante de nossa história”, diz presidente do Grêmio após classificação 

André Garcia fala sobre sequência do projeto à frente do Carcará, preparação para a decisão do acesso A2, fortalecimento da identidade da torcida com o clube e disputa da Copa Paulista

Esportes - CAIO GERVAZONI

Data 17/04/2023
Horário 21:31
Foto: Cedida/Vinícius Coimbra
André Garcia topou falar com a reportagem de O Imparcial no sábado
André Garcia topou falar com a reportagem de O Imparcial no sábado

Minutos após a bola parar de rolar na emocionante classificação do Grêmio Prudente para a decisão do acesso à Série A2 do ano que vem, após o 1 a 1 com o Desportivo Brasil, na noite de sábado no Estádio Paulo Constantino, Prudentão, o presidente do Gavião Carcará, André Garcia, topou falar com a reportagem de O Imparcial sobre a expectativa que circundava o clube antes da bola rolar e também sobre a sequência de sua administração à frente do Grêmio Prudente. 
“Falei com os atletas antes do jogo que era a partida mais importante de nossa história, acho até mais importante que o acesso do ano passado”, iniciou o mandachuva do Gavião Carcará. “Você decidir uma vaga dentro de casa na frente da torcida e de repente você perder o jogo seria muito frustrante”, completou Garcia com uma crítica à característica impaciente de parcela da torcida prudentina, justificada por ele, como um efeito de clubes da cidade que não vingaram no futebol paulista, principalmente, no início dos anos 2000. 
“O torcedor de Prudente já tem uma certa característica de duvidar, às vezes não acredita muito. Temos um histórico em Prudente que algumas equipes não deram certo e acabaram sendo extintas. Então, era fundamental sair com a vaga”, pontuou o presidente do Grêmio. 
Sobre a decisão do acesso, Garcia lamentou o time não ter terminado com a vitória contra o Desportivo Brasil para decidir o jogo da volta no Prudentão e o empate no placar agregado. “Infelizmente, não deu. Foi um sufoco danado. Não temos jogado muito bem os últimos jogos, estamos cientes disso. Vamos ter uma semana cheia para trabalhar e conseguir evoluir a equipe. Não é fácil jogar em São José, uma equipe tradicional, deve ter uma grande presença de público. Nisso, é já chamar o nosso torcedor para nos empurrar e fazer um placar bom dentro de casa”, relatou. 

Da torcida prudentina para torcida gremista

Quem esteve no Prudentão, sábado, pode acompanhar um ambiente de apoio constante da torcida ao Grêmio Prudente durante os 90 minutos. Encabeçada, principalmente, pela Fúria Prudentina, a organizada do Carcará, e pela charanga da Independentes da Zona Leste, que traz um clima e gingado de samba ao ambiente do estádio, o público de mais de 4,4 mil pagantes deixou a impaciência de lado e fortaleceu o vínculo com os atletas dentro de campo no objetivo da classificação. Para além das palmas às boas chances da equipe ou xingamentos efusivos ao árbitro, foi possível escutar, em diversas ocasiões, os cânticos de apoio ao clube de maneira uníssona no estádio, com o tradicional “Vamos subir, Grêmio!” ao final do jogo.  
Posto este cenário ao presidente do clube e questionado sobre uma possível transição de “torcida prudentina” para “torcida gremista”, com o fortalecimento da identidade do torcedor de Prudente com o Grêmio, para além dos quatro grandes do Estado (Corinthians, Santos, São Paulo, Palmeiras), André Garcia relatou que a consolidação deste vinculo está crescendo pouco a pouco. 
“A gente vê uma torcida organizada a se formar, tendo cada vez mais adeptos, com o pessoal investindo em uma bandeira, num instrumento, e isso vai criando cada vez mais um clima de estádio. Realmente, a gente tem um clima bem familiar aqui no Prudentão e a gente busca conquistar este espaço no coração do torcedor. Sabemos que aqui no interior a maioria das pessoas acaba torcendo para os clubes de São Paulo e a gente tem que ir aí comendo pelas beiradas e este tipo de jogo é importante e por isso a gente não podia deixar escapar de jeito nenhum”, frisou Garcia. 

Disputa da Copa Paulista

Segundo o presidente do Grêmio Prudente, a disputa da Copa Paulista, no segundo semestre do calendário do futebol brasileiro, será importante para dar sequência ao projeto de ascensão do clube no futebol estadual, no entanto, segundo André Garcia, será um desafio financeiro ao Carcará. 
“É uma competição aonde os recursos são muito poucos, ou quase nada. Então, a gente vai depender do apoio do torcedor e dos patrocinadores para conseguir montar uma equipe competitiva”, frisou Garcia sobre a participação do Carcará no torneio estadual que dá vaga aos finalistas ou à Copa do Brasil, ou para disputa da Série D do Brasileiro, a escolha é do campeão. Em 2023, um mistério ronda a competição, já que Corinthians e São Paulo ainda não firmaram vaga por meio da Paulistão para a disputa da Copa do Brasil 2024 e poderiam marcar presença na disputa do torneio estadual, que é geralmente voltado a clubes que não disputam torneios nacionais.  
“A gente quer ter bastante um calendário no ano inteiro. Nestes três primeiros anos [de administração], tivemos muita dificuldade. Até porque você monta uma equipe, joga três ou quatro meses, acaba a competição e depois a coisa acaba parando, até em relação a funcionários, staff. Você acaba desmontando e isso é muito difícil. Então, a nossa decisão [de participar da Copa Paulista] passa muito por isso, para ter uma continuidade”, avaliou o mandachuva gremista.    

 

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