“Escolha de imunizantes atrapalha plano de vacinação”, alerta VEM

Oferta de 4 marcas faz com que parte da população queira decidir qual tomar; “O importante é se vacinar para evitar a circulação do vírus”, afirma a diretora do órgão

PRUDENTE - CAIO GERVAZONI

Data 04/07/2021
Horário 06:05
Foto: Marcos Sanches/Secom
No final de junho, Prudente deu início à vacinação de pessoas com mais de 40 anos
No final de junho, Prudente deu início à vacinação de pessoas com mais de 40 anos

Presidente Prudente recebeu no começo desta semana lotes dos imunizantes da Janssen, Pfizer e AstraZeneca. Apesar de todas as marcas serem aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a disponibilidade de diferentes vacinas tem feito com que uma parcela da população eleja um imunizante de sua preferência. 
A diretora da VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal), Vânia Maria Alves Silva, sinaliza os problemas que isto pode acarretar ao plano de vacinação do município. “Infelizmente, o que a gente vem encontrando são pessoas que estão procurando a unidade de acordo com o laboratório que eles acham que querem tomar. Aí, elas saem da fila, tumultuam alguns lugares. Às vezes, já estão dentro da sala de vacinação e quando ficam sabendo qual vacina será aplicada vão embora”, ressalta. 
Isso acaba, segundo ela, atrapalhando a cobertura vacinal. “Nós temos que imunizar o quanto antes o máximo de pessoas de acordo com as vacinas que vão chegando e de acordo com a faixa etária que vai sendo inserida para evitar a circulação do vírus e também das novas variantes”, pontua a diretora da VEM. 

Infectologista explica

Atualmente, quatro vacinas estão sendo aplicadas nos braços dos brasileiros: a Coronavac, de origem chinesa; AstraZeneca, de origem inglesa; e Pfizer e a Janssen, ambas, de origem norte-americana. O médico infectologista, Luiz Euribel Prestes Carneiro, fala sobre esta questão da escolha dos imunizantes por parte da população. 
Ele aponta que, em um momento tão crítico como o que o Brasil está vivendo, com um grande número de mortes diárias e o número de infectados ainda extremamente elevado, é falta de cidadania, de ética e de responsabilidade social querer escolher a vacina a ser aplicada. "Ao me proteger, estou protegendo o meu próximo, podendo ser meu irmão ou parente próximo que, ao se infectar, poderá perder a vida ou sofrer consequências físicas e mentais que não sabemos por certo até quando vão durar [Síndrome Pós-Covid]", expõe.
Segundo ele, a Covid-19 é uma doença para não se ter, pois não se sabe quem vai evoluir com gravidade ou não, independentemente dos fatores de risco. "Todas as vacinas aprovadas pela Anvisa, um dos órgãos de vigilância sanitária mais respeitados do mundo, passaram por uma detalhada e criteriosa análise antes de serem liberadas. Como diz o ditado popular: ‘a melhor vacina é aquela que está no braço’”, elucida.



 

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