Maio é um mês de conscientização, mas também de escuta. No dia 14, quando se lembra o Dia da Conscientização da Apraxia de Fala na Infância (AFI), histórias como a do pequeno Felipe Peretti Bertaco, de Presidente Prudente, ajudam a lançar luz sobre um transtorno ainda pouco conhecido, mas profundamente desafiador.
Aos 7 anos, Felipe vive uma infância diferente. Enquanto muitas crianças passam as tardes brincando, ele divide o tempo entre escola e terapias intensas. Cada palavra pronunciada exige esforço, treino e persistência. A apraxia não afeta sua inteligência ou compreensão, mas dificulta que o cérebro organize os movimentos necessários para a fala.
A mãe, Lívia Peretti, percebeu desde cedo que algo não acontecia como esperado. Vieram as dúvidas, consultas e avaliações até o diagnóstico definitivo. Desde então, a rotina da família se transformou em uma jornada de superação diária.
O relato de Lívia emociona porque revela algo simples e poderoso: o valor de uma palavra. Ouvir pela primeira vez a frase “Mamãe, eu amo você” foi mais do que um momento especial; foi a confirmação de que cada terapia, cada exercício e cada esforço valem a pena.
A história de Felipe também traz um alerta. Diagnóstico precoce e tratamento especializado fazem diferença no desenvolvimento da comunicação. Mais do que isso, a inclusão depende de empatia, paciência e acolhimento.
Crianças com apraxia têm muito a dizer. Cabe à sociedade aprender a ouvi-las.