Um dos longas mais aguardados do ano é uma releitura do clássico de 1847, escrito por Emily Brönte, junto à visão da diretora Emereld Fennell, que gosta de dar uma apimentada na história.
Com filmagens incríveis e figurinos deslumbrantes, o longa traz uma nova perspectiva e, como isso, faz bem ao uso das aspas.
Depois de “Bela Vingança” (2020) e “Saltburn” (2023), dessa vez Margot Robbie e Jacob Elordi lideram o elenco, o que gerou muitas polêmicas, já que os personagens descritos no clássico são bem diferentes.
Levando paixão, obsessão, luto e vingança a outro patamar, "O Morro dos Ventos Uivantes" é uma ótima escolha para ser ver no cinema!
Muitos criticaram o fato de o filme ser uma releitura que resume uma história complexa a uma trama de romance e obsessão. Porém, se deixarmos de lado o apego ao livro, conseguimos ver qualidades interessantes no filme. Li críticas sobre a “falta de erotismo”, mas não senti que a intenção fosse ser um thriller erótico.
É, portanto, uma visão pessoal de como a diretora enxergava a obra na adolescência. Essa talvez seja a marca de Fennell: trazer algo novo sobre temas conhecidos.
Contudo, por se tratar de um livro tão sagrado e não apenas de um tema, essa abordagem pode não ser bem recebida por muitos.
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