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13º do Bolsa Família injeta R$ 9,6 milhões na região

Ao todo 29.251 famílias da 10ª RA serão contempladas com a 13ª parcela do auxílio, com valor médio de R$ 342

REGIÃO - MARCO VINICIUS ROPELLI

Data 15/12/2019
Horário 04:01
 Marco Vinicius Ropelli - A beneficiária Maria Verônica afirma que “13ª parcela do Bolsa Família será um alívio” Foto: Marco Vinicius Ropelli - A beneficiária Maria Verônica afirma que “13ª parcela do Bolsa Família será um alívio”

Pagamento em dobro do Bolsa Família, referente à inédita 13ª parcela distribuída em dezembro, beneficiará 29.251 famílias nos 53 municípios que compõem a região de Presidente Prudente, para onde serão destinados R$ 9.668.606,00, com média de aproximadamente R$ 342 por família beneficiária (veja tabela). Os dados foram disponibilizados pela Secretaria Especial de Desenvolvimento Social, pasta vinculada ao Ministério da Cidadania.

Se, como explica a Caixa Econômica Federal, os objetivos do programa social são combater a fome, a pobreza e promover o acesso à rede de serviços públicos, em especial, saúde, educação, segurança alimentar e assistência social, esta parcela extra parece vir como alívio aos beneficiários com as contas que costumam deixar os meses entre o início e fim do ano “mais caros”.

Este, ao menos, é o caso da dona de casa Maria Verônica dos Santos, 63 anos. Ela recebe o auxilio há mais de 10 anos, e enfatiza que sempre foi essencial, até os dias de hoje. A renda do Bolsa Família, junto a um auxílio que a dona de casa recebe do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e o apoio financeiro dos filhos são as únicas que a permitem sobreviver. Maria Verônica afirma que não consegue realizar trabalhos devido a limitações físicas, relacionadas à coluna e tendões. “Receber esse 13º é um alívio muito grande”, enfatiza. “Vou pagar contas que tenho, estou negociando os débitos para não sujar meu nome, porque nisso tenho muita preocupação”, completa.

CONSULTORA DÁ DICAS

PARA USO DO BENEFÍCIO

Baseando-se nas falas da consultora financeira, Maria Lucia Ribeiro da Costa, Maria Verônica está no caminho certo. A consultora afirma que quem é atendido pelo programa social tem orçamento apertado, e o fim de ano costuma trazer consigo aumento de gastos, tendo em vista que crianças ficam mais tempo em casa, utilizando água, energia elétrica, alimentação, também chegam os gastos de início de ano, como impostos, material escolar e afins, situações que dão à 13ª parcela do Bolsa Família ainda mais relevância.

“É importante pagar dívidas e poupar para esses gastos comuns da virada de ano. O que não deve ser feito são contas com esse valor, jamais utilizar a 13ª parcela como entrada para compras parceladas, pois nos outros meses o valor voltará a ser normal, mas as contas ficam”, alerta Maria Lucia.  

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