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A fofoca é uma praga pior que a Covid

Diocese Informa

COLUNA - Diocese Informa

Data 13/09/2020
Horário 06:45

No domingo passado o papa Francisco disse: “As fofocas fecham o coração à comunidade, impedem a unidade da Igreja. O grande fofoqueiro é o diabo, que sempre sai dizendo coisas ruins dos outros, porque ele é o mentiroso que tenta desunir a igreja, afastar os irmãos e não fazer comunidade. Por favor, irmãos e irmãs, façamos um esforço para não fofocar. A fofoca é uma peste pior que a Covid, pior”. Mais: “o ensinamento de Jesus nos ajuda muito, porque pensemos num exemplo: quando nós vemos um erro, um defeito, um escorregão de um irmão ou de uma irmã, normalmente a primeira coisa que fazemos é contar aos outros, fofocar”.

A passagem evangélica comentada pelo papa fala da correção fraterna, e convida-nos a refletir sobre a dupla dimensão da existência cristã: a dimensão comunitária, que exige a proteção da comunhão, e a dimensão pessoal, que exige atenção e respeito por cada consciência individual. “Para corrigir o irmão que cometeu um erro, Jesus sugere uma pedagogia de recuperação, articulada em três etapas. Primeiro diz: ‘Avisa-o entre você e ele sozinho’, ou seja, não coloque o seu pecado em praça pública. É uma questão de ir ao irmão com discrição, não para o julgar, mas para o ajudar a perceber o que fez’, salienta Bergoglio, ‘contudo, pode acontecer que, apesar das minhas boas intenções, a primeira intervenção falhe. Neste caso é bom não desistir”.

Jesus diz: “se ele não ouvir, leve consigo um ou duas pessoas novamente para que tudo se resolva com a palavra de duas ou três testemunhas. As duas testemunhas solicitadas não são para acusar e julgar, mas para ajudar, para a recuperação”, continua o pontífice. “Também o amor de dois ou três irmãos pode ser insuficiente. Neste caso –acrescenta Jesus–, “dize-o à comunidade”, ou seja, à igreja. Em algumas situações, toda a comunidade está envolvida. Há coisas que não podem deixar indiferentes os outros irmãos: é necessário um amor maior para recuperar o irmão. Mas por vezes até isto pode não ser suficiente. Jesus diz: “Se nem mesmo à comunidade ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um publicano”. Esta expressão, aparentemente tão desdenhosa –disse o papa Francisco–, convida-nos de fato a colocar o nosso irmão de volta nas mãos de Deus: “só o Pai poderá demonstrar um amor maior do que o de todos os irmãos juntos. É o amor de Jesus, que acolheu os publicanos e pagãos, escandalizando as pessoas bem pensantes da época”.

Francisco disse que “não é fácil pôr em prática este ensinamento de Jesus, por várias razões”. “Não se trata de uma questão de condenação sem apelo, mas do reconhecimento de que por vezes as nossas tentativas humanas podem falhar, e que só estando sozinho perante Deus pode colocar o nosso irmão perante a sua própria consciência e a responsabilidade pelos seus atos”. Francisco encerrou a sua alocução pedindo a Nossa Senhora que “nos ajude a fazer da correção fraterna um hábito saudável, para que nas nossas comunidades possam sempre ser estabelecidas novas relações fraternas, baseadas no perdão recíproco e sobretudo no poder invencível da misericórdia de Deus”. (Com Vatican News)

 

Liturgia

24º Domingo Comum

Leituras: Eclesiástico 27,33—28,9; Salmo 102/103; Romanos 14,7-9; Mateus 18,21-35

I.- Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, as preces do vosso servo e do vosso povo eleito: dai a paz àqueles que esperam em vós, para que os vossos profetas sejam verdadeiros (Eco 36,18).

II.- O DOMINGO DO PERDÃO. Jesus nos pede para perdoar. Sempre. Sempre. Que não guardemos nenhum rancor nem maledicência no coração. O perdão deve ser total, inclusive para nós mesmos, pois há quem não se perdoa a si mesmo e vive com permanente consciência culpada. Soltemos as amarras. Abramos nosso coração à paz, a alegria e ao amor. Tudo isso virá a nós quando perdoarmos e nos esquecermos das ofensas.

III.- Leituras: 1) Salvos pela fé nos sinais da salvação. Cansados e desanimados por sua longa viagem pelo deserto, os hebreus perdem a fé em Deus e começam a se rebelar. Deus os castiga, salvando quem levanta o olhar aos sinais da salvação. 2) O Cristo humilhado é glorificado. Jesus, Filho de Deus, humilha-se convertendo-se em alguém como nós, inclusive, morrendo por nós na cruz. Agora é nosso glorioso Senhor. 3) A morte salvadora de Jesus nos dá vida. Por que nos amou, Deus enviou o Seu Filho ao mundo como homem. Por sua morte, Jesus trouxe o perdão e a vida.

IV.- Oração: Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo o coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

V.- Para o caminho: Embora difícil, perdoar é possível e perdoar é preciso. É mais fácil acolher o perdão de Deus do que perdoar a quem nos ofendeu. Se precisar perdoar alguém, procure fazê-lo. Se precisar pedir perdão, este é o momento. A confissão sacramental é um excelente exercício para vivenciar o dom do perdão: receber para dar.

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