A misericórdia de Deus gera alegria

Diocese Informa

COLUNA - Diocese Informa

Data 27/03/2022
Horário 05:43

O 4º Domingo da Quaresma, chamado em latim, Domingo “in Laetare”, isto é, “Alegra-te”. Desta forma, a liturgia nos convida a alegrarmo-nos com a Festa da Páscoa que se aproxima. A fonte da alegria cristã está na Eucaristia, a qual Cristo nos deixou como alimento espiritual, enquanto peregrinamos neste mundo. Esta alegria brota da nossa harmoniosa relação com Deus e com os irmãos, tendo como fundamento a vivência do amor misericordioso do próprio Deus, exemplificado por Jesus na narrativa da parábola do Filho Pródigo, deste Domingo. O texto do Evangelho apresenta Jesus diante das críticas dos escribas e fariseus sobre a sua relação com os pecadores: “Este homem acolhe os pecadores e come com eles” (Lc 15,2). Assim, Jesus conta a Parábola do Filho Pródigo, considerado um dos textos mais belos da Sagrada Escritura. Tal Parábola revela a grandeza do amor misericordioso de Deus, como Pai. O Filho mais novo pede a herança e parte para um país distante, onde gasta todos os seus bens de forma desenfreada. Esta é a experiência de tantos irmãos e irmãs de nosso tempo, que optam por uma vida de distanciamento de Deus.  A Parábola revela, ainda, que o amor de Deus respeita a liberdade e a decisão do filho que parte e se distancia. Todavia, o amor de Pai permanece o mesmo, sempre pronto a acolher o filho arrependido, que regressa. Por isso, o Pai faz uma festa àquele que estava “morto e voltou a viver, estava perdido e foi encontrado” (Lc 15,32).  Prezados irmãos e irmãs. Lembramos que às vezes nos deparamos com dificuldades em nossa vida e achamos que é Deus nos castigando, mas na verdade o sofrimento muitas vezes é fruto de uma liberdade mal usufruída. Somos nós que nos distanciamos de Deus. Por isso, não esqueçamos que é sempre tempo de voltar ao Pai, na certeza de que ele está sempre a nossa espera. Não podemos esquecer que nossa comunhão com Ele passa também pela comunhão com nossos irmãos e irmãs. Assim, ao caminharmos para a Festa da Páscoa, sentindo o amor de Deus por nós, aproximemo-nos de nossos irmãos e irmãs com os braços abertos, a fim de manifestar o mesmo amor misericordioso, que gera a alegre inspiração para cantar a Bondade do Senhor.  (Fonte: www.cnbb.org.br/a-misericordia-de-deus-gera-alegria/).

MINI SERMÃO:
4º Domingo da Quaresma (Lc 15,1-3.11-32)

Somos filho pródigo quando abandonamos o Amor. Somos filho primogênito quando julgamos o Amor. Alegria é termos um Pai que está a nossa espera. Saibamos voltar. Há um Pai querendo nos cobrir de beijos. Alegre-se. A fome de Amor sempre nos faz regressar para o Pai. O Pai faz festa quando um filho volta. Esta festa é celebrada em toda missa, na qual é servido o corpo e sangue do Senhor. Quem oferece o banquete é o Pai que alimenta toda a casa. Não sejamos filhos perdidos. Tenhamos os mesmos sentimentos do pai! (Autor: Padre Rafael Moreira Campos).

AGENDA PAROQUIAL: Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Presidente Venceslau
- Missas -
Sábado: às 18h - Capela Nossa Senhora Aparecida e às 19h30 - Igreja Matriz;     
Domingo: às 7h - Capela São Judas Tadeu, às 8h30 - Capela Nosso Senhor do Bonfim, às 10h - Igreja Matriz, às 17h - Capela Santa Edwiges e às 19h - Igreja Matriz


MENSAGEM DO PAPA:

A narração faz-nos compreender algumas caraterísticas deste pai: é um homem sempre disposto a perdoar e que espera contra qualquer esperança. Antes de tudo faz admirar a sua tolerância face à decisão do filho mais jovem de ir embora de casa: teria podido opor-se, sabendo que era muito imaturo, um jovem, ou procurar algum advogado para não lhe dar a herança, estando ainda vivo. Ao contrário, permite que ele parta, mesmo prevendo os riscos possíveis. Assim age Deus conosco: deixa-nos livres, até de errar, porque ao criar-nos concedeu-nos o grande dom da liberdade. Compete a nós fazer dela um bom uso. Este dom da liberdade que Deus nos concede surpreende-me sempre. Mas o afastamento daquele filho é só físico; o pai leva-o sempre no coração; espera confiante o seu regresso; perscruta a estrada na esperança de o ver. E um dia o vê comparecer ao longe (cf. v. 20). Mas isto significa que este pai, todos os dias, subia ao terraço para ver se o filho voltava! Então comove-se ao vê-lo, corre ao seu encontro, abraça-o e beija-o. Quanta ternura! E este filho tinha-se comportado muito mal. Mas o pai recebe-o assim. O pai tem para com o filho maior, que ficou sempre em casa, a mesma atitude, o qual agora está indignado e contesta porque não compreende e não partilha toda aquela bondade em relação ao irmão que tinha errado. O pai vai ao encontro também deste filho e recorda-lhe que eles estiveram sempre juntos, têm tudo em comum (v. 31), mas é preciso receber com alegria o irmão que finalmente voltou para casa. O Pai espera aqueles que se reconhecem pecadores e vai procurar os que se sentem justos. É assim o nosso Pai! (Fonte: www.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2016).

Padre Rafael Moreira Campos
Adm. Paroquial Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Pres. Venceslau/SP
"Ouse ser o melhor. Ame!"
Instagram @padrerafaelmoreira
Facebook www.facebook.com/rafaelmoreiracampos
Informações: Cúria Diocesana (18) 3918-5000
 

Publicidade

Veja também