Ainda é cedo, infelizmente, pra pensar em festa! 

EDITORIAL -

Data 15/01/2022
Horário 04:15

O Brasil continua sendo o país do futebol e do carnaval. Impossível começar o ano não pensando nos quatro dias de folia, ou para outros de descanso, que o feriado prolongado proporciona. Programada neste ano para ocorrer entre os dias 26 de fevereiro e 1º de março, a festa - em virtude a onda de novos casos no país, agravada pela chega da variante Ômicron - tem dividido opiniões. 
Há os que têm medo, que se cuidam ao extremo, que preferem esperar a poeira baixar para se divertir. Há também os que não ficam sem a festa, que acham que mantendo as medidas se segurança – mesmo depois de terem bebido – é impossível ficar doente. E há ainda os que encontram no carnaval, independente de qualquer coisa, uma boa forma de conseguir uma renda extra.
Já parou pra pensar em quantos empregos são gerados não só nos dias de evento, mas bem antes, quando começa a confecção das fantasias e carros alegóricos, por exemplo? E os hotéis e restaurantes que ficam lotados? Os ambulantes se reinventam para agradar o cliente. Os motoristas de aplicativos de transporte veem o aumento das corridas. Até as farmácias faturam mais... Em 2021, sem a festa, inúmeras pessoas ficaram no prejuízo. E ainda não se recuperaram.
Neste ano, muitas cidades brasileiras já decidiram pela não realização do carnaval, seja ele com desfiles, festa na rua ou qualquer folia que cause aglomerações. Na região de Presidente prudente, a maioria seguirá sem a tradição.
A última a anunciar nesta semana o cancelamento do desfile – que foi retomado na estância turística em 2020 - foi Presidente Epitácio, em virtude do aumento de casos de Covid-10 na cidade e também no Estado. Conforme o Decreto 3.961/2022, que entrará em vigor na segunda, é obrigatória também a apresentação do comprovante de vacinação completo para entrar no Parque O Figueiral, bem como em eventos realizados em locais públicos.
No Rio de Janeiro, a decisão sobre os tradicionais desfiles na Marquês de Sapucaí ficou para o dia 24, quando o assunto será abordado em reunião do Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19. Já em São Paulo, a Liga Independente das Escolas de Samba, que é a organizadora o desfile, e a Prefeitura, ainda devem propor um plano para a realização do evento.
Neste pouco mais de um mês que falta para a festa, muita água ainda deve rolar. Está tudo muito incerto. O mundo chegou a registrar em um único dia, na segunda-feira, mais de 3 milhões de casos do novo coronavírus. A obrigatoriedade do uso de máscara foi prorrogada até 31 de março. Medidas restritivas vêm sendo anunciadas no Estado. A ocupação de leitos de UTI no país volta a crescer. A vacinação avança e, graças a ela, o cenário não é pior.
Temos que ser otimistas. Mas não dá ainda para pensar em festa. Os números mudam com muita frequência. A saúde, neste momento, continua sendo o mais importante. Pense nela.


 

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