Um ajudante, de 42 anos, foi preso pela Polícia Militar, na noite deste domingo, no Jardim Monte Alto, em Presidente Prudente, depois de intervir em uma discussão entre casais para defender seus patrões, um autônomo, 46 anos, e uma mulher, 33 anos.
As vítimas foram socorridas ao HR (Hospital Regional Doutor Domingos Leonardo Cerávolo) depois de serem esfaqueadas pelo indiciado. Rafael Domingues de Jesus, 39 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu na instituição. Sua companheira, 42 anos, permaneceu internada. Detalhes sobre o velório e sepultamento não tinham sido divulgados até o fim da manhã desta segunda-feira.
O Boletim de Ocorrência sobre o caso, registrado na Delegacia Seccional já na madrugada desta segunda-feira, aponta que, acionada, uma equipe da Polícia Militar se dirigiu à residência das vítimas, local do crime, onde o autor se apresentou como vizinho.
Ele alegou que tinha intervindo em uma discussão entre Rafael e a companheira, versão que foi desmentida pelo seu patrão, que afirmou que ele teria agido a fim de defender sua patroa. Sendo assim, o ajudante foi autuado em flagrante pela tentativa e pelo homicídio qualificado, por motivo fútil, consumado.
Versões opostas
Conforme o registro, o ajudante alegou que, depois de ter ouvido uma briga entre as vítimas, viu a mulher correndo para a rua, sendo seguida por Rafael, que empunhava uma faca. Ao tentar ajudar a mulher, Rafael teria a golpeado no punho com uma facada. O casal então teria retornado para a própria residência, de onde teriam sido ouvidos gritos, logo antes da chegada do socorro.
No entanto, do hospital, a companheira de Rafael, após uma melhora de seu quadro clínico, gravou sua versão sobre o ocorrido no aparelho celular do policial militar que fazia sua escolta, na qual afirmou que o ajudante teria esfaqueado seu marido, bem como ela própria, nas costas.
“Diante de tal informação, os policiais indagaram as partes [o outro casal formado pelos patrões e o próprio ajudante] e apurou-se que, na verdade, a briga teria se iniciado entre os casais, e que, [o ajudante] teria saído de sua casa para defender [sua patroa], momento que teriam ocorrido os esfaqueamentos [das vítimas], sendo que [o indiciado] assumiu ter desferido uma facada no ombro de Rafael, contudo continuou negando ter esfaqueado [a mulher]”, expõe o BO.
“O autor, em seu interrogatório, momento que poderia dar sua versão dos fatos, preferiu de manter em silêncio”, prossegue o registro, que revela que foi requisitado exame pericial para local dos fatos e necroscópico para a vítima fatal.